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Ronnie Lee Gardner,Condenado à morte nos Estados Unidos, no estado de Utah escolhe o Pelotão de Fuzilamento como método de execução

 Tem estado a causar uma grande polémica tanto nos Estados Unidos  como pelo mundo fora, acendendo um pouco por toda a parte o debate sobre a pena de morte, a decisão do juíz norte-americano Robin Resse, do estado de Utah de permitir , a execução  do condenado à morte Ronnie Lee Gardner por pelotão de fuzilamento.
Essa decisão  para além das controvérsias que gera em torno da pena de morte em sí, torna-se ainda mais controversa pois aquela forma de execução é considerada  também mais cruel e antiquada do que a injecção letal utilizada nos restante 35 estados norte-americanos que continuam a manter a pena de morte nas suas constituições.
 Aquele método de  execução, o pelotão de fuzilamento foi escolhido pelo próprio condenado Ronnie Lee Gardner, o último sobrevivente dos sete condenados à morte no estado do Utah , a quem foi dada a opção de escolher entre  a   a injecção letal e o pelotão de fuzilamento, por ter sido condenado ainda antes da aprovação da lei que eliminou o fuzilamento como opção em 2004.
Assim deste modo de acordo com as leis daquele estado Ronnie Lee Gardner , que foi condenado á morte há 25 anos pelo assassínio de um promotor e responsável por duas outras mortes teria portanto direito a escolher aquele método de execução.
Adiante-se que além do estado de Utah actualmente nos Estados Unidos, apenas a constituição do estado de Oklahoma prevê aquele método de Execução, que no entanto nunca foi utilizado alí.
Desde 1976 houve apenas mais dois casos de excuções por pelotão de fuzilamento no Utah que foi o primeiro estado a aplicar a pena de morte, quando aquele forma de punição foi restaurada, depois da histórica decisão Furman versus Georgia, que aboliu temporáriamente a pena de morte em 1973.
Um caso notório foi o da primeira execução de Gary Gilmore que deu origem ao livro vencedor do prémio Pulitzer, bem como o filme com o mesmo nome ."A canção do Carrasco".
Dos seis condenados à morte executados até à data apenas Gilmore e John Albert Taylor, executado em janeiro de 1996 escolheram o pelotão de fuzilamento.
Segundo as leis do estado de Utah a pena de morte é aplicada a título de exmplo em casos de : homicidios cometidos de forma cruel e sádica, homicidios resultantes de fuga de prisioneiros e infligidos sobre agentes da autoridade, homicídios resultantes de sequestro, envenenamento e no caso de o homicida já ter cometido outro assassínio, por exemplo. A lista é ainda maior...
Ronnie Lee Gardner
De acordo com um artigo de Bonnie kernene Prisbery, públicado no seu blog Bonnie´s Blog of Crime- My life of crime, Murder, Missing people and such (A minha vida de crime, homicídio, pessoas desaparecidas e outras coisas)  a quem desde já agradeço por me autorizar a tradução e a transcrição do seguinte artigo que descreve os eventos que levaram ao homicidio do Promotor (attorney ) Michael Burdell em 1985, quando Ronnie Lee Gardner dava entrada no Metrpolitan Hall Of Justice em Salt Lake city:
"Homicídio de Michael Burdell 4/2/1984 em Salt Lake City, UTah morto pelo prisioneiro em fuga, Ronnie Lee Gardner, que foi condenado e sentenciado à morte*"
"Ronnie Lee Gardner estava a ser transportado da ala de máxima segurança da Prisão estadual do Utah para para o Metropolitan hall of Justice em Salt lake City para comparecer numa audiência sob acusação de homicídio em segundo grau.
Enquanto atravessava o átrio de entrada do tribunal, sito no rés-do-chão, foi-lhe entregue  uma arma por uma cúmplice sua que se encontrava alí.
Ele agarrou desajeitadamente naquela arma com que estava pouco familiarizado e os guardas que o guardavam retiraram-se, abrigando-se no parque de estacionamento.
Houve troca de tiros e o réu foi atingido no ombro.
Na fuga (Ronnie Gardner) entrou numa das salas de arquivo, tentando encontrar um meio de saída para fora do edifício.
Naquela sala encontravam-se, naquele momento, um escrivão, um guarda prisional e três promotores públicos.
Dois dos promotores procuraram refúgio atrás de uma porta.
Na foto Ronnie Lee Gardner ferido ao ser detido
O réu, Ronnie Gardner voltou-se então para eles, apontando a arma, ora para um, ora para outro e disparou matando o promotor público Michael Burdell.
O guarda prisional Richard Thomas, foi forçado a atrair o réu daquela sala de arquivo para uma escada de emergência que levavam ao segundo piso.
Enquanto Ronnie gardner atravessava o átrio de entrada, Nick Kirk, um oficial de diligências uniformizado, desceu as escadas para vir investigar aquele burbúrio.
Ronnie Gardner disparou e atingiu gravemente o agente Kirk e precipitou-se para o piso de cima do tribunal.
No andar seguinte, o réu encontrou Wilburn Miller um técnico de reparações de máquinas de venda automática, e obrigou-o sob ameaça a acompanhá-lo como refém para fora do edifício.
Enquanto Ronnie gardner saía, miller libertou-se e saltou por uma janeleta para dentro do edifício.
Uma vez já lá fora,o réu, ferido , ainda com as correntes nos pés (grilhetas) e cercado pela polícia atirou para o chão a arma e rendeu-se."
(Por Bonnie Kernene Prisbery)
Ainda de acordo com Bonnie K.Prisbery (que defende aplicação da pena de morte em casos como este e que tem estudado este e outros casos):
"Pessoalmente, acredito que ele (Ronnie Lee Gardner) é um bom exemplo do porquê de necessitarmos da pena de morte.
Tudo começou quando ele estava na prisão por assalto à mão-armada e foi levado para o hospital, de onde escapou.
Ao fugir dalí matou Melvin Otterstrhom e deixou o cadáver num beco e quando foi julgado por esse homicídio tentou escapar de novo (tendo recebido a arma no tribunal , de uma namorada) e foi anessa altura que ele matou Michael Burdell e feriu gravemente ao agente Nick e tentou tomar outros reféns.
Ele é um homem muito violento que também depois daqueles eventos causou ainda um outro incidente durante uma visita na prisão.
Creio que se fará justiça com esta execução."
A  questão da pena de morte...
A questão da pena de morte é uma questão bastante controvérsa porque mesmo se tratando da vida de um criminoso, envolve a perda irreparável de uma vida humana que de outro modo poderia ainda, não de forma impossível, ser reabilitada.
"Os que lhe são favoráveis dizem que é eficaz na prevenção de futuros crimes e adequada como punição para assassinatos, eliminando a ameaça que para a sociedade representa quem não respeita a vida alheia.
Os opositores dizem que não é aplicada de forma eficaz e que, como consequência, são anualmente executados vários inocentes.
 Afirmam também que é uma violação dos direitos humanos."
(wikipedia- pena de morte)
A pena de morte acaba é um facto por além de servir os propósitos punitivos e de meio disuasivo e também preventivo da criminalidade hedionda,atroz e grosseira, muitas vezes também a objectivos políticos no caso dos Estados Unidos (e não só embora me refira ao caso concreto das execuções naquele país,que geralmente ocorrem muitas décadas depois do crime ter ocorrido e onde nalguns casos ainda que poucos tenham ocorrido casos de reabilitação e de clara mudança de atitudes por parte dos réus condenados á pena capital).
Nalguns casos , naqueles em que o prisioneiro condenado à pena capital depois de décadas de confinamento demonstra o seu claro arrependimento e mudança de atitudes no sentido de uma integração social, o que cumpre os objectivos do sistema prisional de muitos países por exemplo poderia haver lugar a algum tipo de comutação de pena, pelo menos uma comutação que garantisse o direito à vida, é notória a insistência ainda assim na execução do condenado, que acaba tendo lugar un tanto ao sabôr e de acordo com os caprichos políticos dos governadores de alguns estados norte-americanos.
Os condenados à pena capital tornam-se assim uma espécie de moeda política, ocorrendo as execuções quando se torna politicamente conveniente fazê-lo.
A pena de morte no mundo
"A pena de morte, também chamada pena capital, é uma sentença aplicada pelo poder judicial que consiste na execução de um indivíduo condenado pelo Estado.
 Os criminosos condenados à pena de morte são geralmente culpados de assassínio premeditado.
 Mas a pena também é utilizada hoje para reprimir espionagem, estupro, adultério e corrupção.
A pena de morte encontra-se abolida para todos os crimes em quase todos os países da Europa e da Oceania.
Na América do Norte, foi abolida no Canadá e no México e em algumas zonas dos Estados Unidos da América.
Na América do Sul, a Argentina ainda mantém a pena de morte para alguns crimes, mas estes estão completamente fora da realidade do cotidiano dos cidadãos, como, por exemplo, traição em tempos de guerra.
 Trinta e seis estados dos Estados Unidos, a Guatemala e a maior parte do Caribe (Caraíbas), da Ásia e da África ainda mantêm a pena de morte para crimes comuns. O caso de alguns países, como a Rússia, é bastante peculiar, pois legalmente mantêm a pena de morte mas já não executam ninguém há bastante tempo."
(Wikipedia: Pena de morte)
A abulição da pena de morte em Portugal
Muito se debate a nível particular, entre os cidadãos comuns, em virtude da existência de uma criminalidade cada vez mais violenta e organizada sobre se deveria existir pena de morte em Portugal.
Isto deve-se em grande parte à fragilidade e pouca consistência das medidas de coação aplicadas e da aparente (dir-se-ía nalguns casos mesmo descarada) impunidade com que muitos crimes de enorme barbareza são tratados pela justiça, sendo os réus condenados a penas que se poderiam dizer ligeiras, pouco efectivas, o que à partida irá exarcebar  sentimentos de revolta e de pouca confiança nas instituições legais junto da população.
Nos últimos anos o país tem assistido a crimes de sangue de natureza grosseira, e à alguns fenómenos de crime em série, bem como a crimes contra o património dos quais têm resultado a perda de vidas humanas e desta conjuntura são consequentemente notórias nos comentários apostos às notícias sobre crimes violentos os apelos à pena capital e as comparações á aplicação da pena de morte nos Estados Unidos.
Reportando à abolição da pena de morte em Portugal:
"Portugal não foi o primeiro Estado da Europa a abolir a pena de morte; a República Romana já abolira a pena capital em 1849 e São Marino em 1865. Portugal só fez no ano de 1867 embora parcialmente, pois continuava a vigorar para crimes militares.
Cronologia
1852: Abolida para crimes políticos (artigo 16º do Acto Adicional à Carta Constitucional de 5 de Julho, sancionado por D. Maria II).
1867: Abolida para crimes civis, excepto por traição durante a guerra, em julho em 1867
(Lei de 1 de julho de 1867).
A proposta partiu do ministro da Justiça Augusto César Barjona de Freitas, sendo submetida à discussão na Câmara dos Deputados.
Transitou depois à Câmara dos Pares, onde foi aprovada.
 Mas a pena de morte continuava no Código de Justiça Militar.
Em 1874, quando o soldado de infantaria nº 2, António Coelho, assassinou o alferes Palma e Brito, levantou-se grande discussão sobre a pena a aplicar.
1911: Abolição para todos os crimes, incluindo os militares.
1916: Readmitida a pena de morte para traição em tempo de guerra.
1976: Abolição total.
 Últimas execuções
A última execução conhecida em território português foi em 1846, em Lagos.
 Remonta a 1 de julho de 1772 a última execução de uma mulher (Luísa de Jesus). Eventualmente (não confirmado), terá havido uma execução em França, entre o exército português, ao abrigo do Direito português, durante a Primeira Guerra Mundial em 1917 ou 1918, por traição.
Extra judicialmente...
De forma extra-oficial, a PIDE, polícia política do regime ditatorial português designado por Estado Novo, executou (deliberadamente ou na sequência de torturas) alguns ativistas anti-regime e, de forma praticamente sistemática, os elementos capturados na guerra contra os movimentos emancipacionistas de três colónias portuguesas (Guiné-Bissau, Angola e Moçambique) entre 1961 e 1974.
 Lei actual
Actualmente, a pena de morte é um acto proibido e ilegal segundo o Artigo 24.º alínea 2 da Constituição Portuguesa."
(Wikipedia-Pena de morte)
"Em 18 de dezembro de 2007, a Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas aprovou, por 104 votos a favor, 54 contra e 29 abstenções, uma moratória da pena de morte.
 A proposta de moratória foi formulada pela Itália e endossada inicialmente pela União Europeia.
O documento adverte claramente os países que aboliram a pena de morte a não a reintroduzirem."
(Wikipedia-Pena de morte)".
Artigos relacionados:

MC Snake:rapper não bebeu nem passou pelo auto-stop- Correio da Manhã de 26-04-2010

MC Snake: Rapper não bebeu nem passou pelo auto-stop
Investigação diz que ‘MC Snake’, músico morto a tiro durante perseguição policial, inverteu marcha a cerca de 100 metros da operação da PSP.
O rapper ‘MC Snake’, Nuno Rodrigues, não bebeu nem consumiu droga na madrugada em que foi perseguido e morto a tiro por um agente da PSP, junto à Radial de Benfica, Lisboa, ao volante do Lancia Y10 da mãe.
A conclusão é do Instituto de Medicina Legal, na autópsia cujo relatório já foi entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal.
 E a investigação tem mais uma resposta sobre o incidente: ‘MC Snake’ não foi mandado parar na operação stop da PSP junto às Docas de Santo Amaro, porque nem sequer passou por ela.
Segundo testemunhos, o cantor de 30 anos, que jantara com o irmão e passara parte da madrugada de 15 de Março com amigos numa discoteca, terá sido visto pela PSP, a uma distância inferior a cem metros da operação stop, a inverter a marcha no viaduto à saída das Docas: é transgressão, mas o tracejado contínuo está apagado.
Voltou até à rotunda das Docas, entrando depois na avenida de Brasília, até Algés, com uma carrinha da Equipa de Intervenção Rápida sempre atrás.
 Levavam o pirilampo ligado, mas não o mandaram parar. Perderam-no e voltaram a cruzar-se já na Radial de Benfica.
 Aí, ‘MC Snake’ tentou fugir e morreu com um tiro nas costas.
Pormenores
DIAP e IGAI investigam
A investigação criminal é coordenada pelo DIAP de Lisboa e a Inspecção Geral da Administração Interna também apura responsabilidades no âmbito de processos disciplinares.
Diz que nunca disparou
O agente Moreira diz que nunca tinha disparado com uma pistola Walther 9 mm antes da perseguição ao músico de Chelas.
Documentos em ordem
‘MC Snake’ tinha carta de condução e os documentos do Y10 da mãe estavam todos em dia.
Morte de Nuno gerou Revolta dos bairros 
A morte de ‘MC Snake’, na madrugada de 15 de Março, despoletou desde logo uma onda de revolta no seio em alguns bairros de Lisboa e Margem Sul. Nuno Rodrigues, de 30 anos, era conhecido principalmente em Chelas, local onde vivia com a mãe.
Aos 18 anos cumpriu uma pena de prisão por tráfico de droga.
 Ultimamente trabalhava como músico com Sam the Kid e ia lançar um disco a solo já este ano. Deixou órfã uma menina de dois anos.
O medo de represálias contra os agentes fez com que a PSP reforçasse a esquadra local e toda a zona de Chelas com mais polícias, a maior parte dos quais à civil.
 As mensagens que passavam de telemóvel em telemóvel ilustravam bem as ameaças de tumultos. 'Se a polícia continuar a falar mal do ‘Snake’ vai sentir o peso dos bairros', disseram amigos da vítima.
Polícia foi transferido para o Porto e está operacional
O agente da PSP que matou a tiro o rapper Nuno Miguel Rodrigues, mais conhecido por ‘MC Snake’, já está ao serviço, mas pelo menos durante meio ano não regressa a Lisboa.
Foi transferido a título excepcional para uma esquadra do comando do Porto. Recorde-se que o agente M., de 27 anos, integrava uma Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da 4ª divisão, no Calvário.
Esta transferência, passível de ser revogada por mais seis meses, teve como intuito a salvaguarda da segurança do polícia e ainda para garantir o apoio da família.
O agente M. está ainda a receber apoio psicológico.
De referir que o polícia sempre manteve a mesma arma – até quando esteve de baixa.
O relatório médico não incluiu a necessidade da retirada da pistola.
(Henrique Machado/ Magali Pinto)

Rapper não passou por operação stop. Mc snake não consumiu drogas ou álcool, revela a autópsia-Diário de Notícias de 26-04-2010

Rapper não passou por operação stop MC Snake não consumiu drogas ou álcool, revela autópsia
por DN.ptHoje- (26-04-2010)
"O relatório da autópsia a MC Snake indica que o rapper não consumiu álcool nem drogas na noite em que foi morto a tiro por um polícia, noticia o 'Correio da Manhã'.
A investigação ao caso também descobriu que Nuno Rodrigues, o nome legal do cantor, não chegou a passar pela operação stop da PSP.
As primeiras informações divulgadas pela imprensa indicavam que MC Snake, amigo de Sam The Kid, tinha passado pela operação stop, instalada junto às Docas de Santo Amaro, mas que não obedecera à ordem para parar e que, na perseguição que se seguiu, acabou sendo atingido pelas costas por um tiro da PSP.
Mas, segundo o 'Correio da Manhã', testemunhos indicaram aos investigadores do caso que o rapper foi avistado pela PSP a fazer uma inversão de marcha a cem metros da operação stop, numa zona em que esta manobra é proibida, apesar de o tracejado contínuo estar apagado.
Ainda de acordo com o mesmo jornal, um carro policial seguiu o Lancia Y10 de Nuno Rodrigues, mas perdeu-lhe o rasto, voltando a encontrá-lo já na Radial de Benfica, onde o rapper terá tentado fugir e foi atingido."

Assinalados em todo Portugal os 36 anos da Revolução dos cravos-O 25 de Abril de 1974

Assinalam-se hoje em Portugal, um pouco por toda a parte, os 36 anos da Revolução do cravos, ocorrida no dia 25 de Abril de 1974.
Neste artigo procurar-se-á aludindo á data, fazer de uma forma simples uma pequena retrospectiva histórica, como pano de fundo, das causas que levaram ao golpe militar enunciando os principais eventos ocorridos durante o levantamento. 
A Revolução do 25 de Abril de 1974, revestiu-se de uma grande importância no estabelecimento do regime democrático e poli-partidário em Portugal e veio a pôr termo aos 41 anos de ditadura do regime do Estado-novo, estabelecido em 1933, que surgiu na sequência do golpe de estado do 28 de maio de 1928 e que pôs fim por seu turno à primeira República.
O regime do Estado Novo de carácter marcadamente fascista caracterizava-se por ser um regime de partido único, de caracter ditatorial.
"No mandato presidencial de Carmona, no que então se designou por "Ditadura Nacional", foi elaborada a Constituição de 1933, instituindo um novo regime autoritário de inspiração fascista, auto-denominando-se Estado Novo.
Oliveira Salazar passou a controlar o país através do partido único designado "União Nacional", não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões
cerebrais.
Foi substituído por Marcelo Caetano, que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.
A chamada Primavera Marcelista seria sinónimo de ditadura branda.
Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado um país governado por uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime.
Formalmente, existiam eleições, consideradas fraudulentas pela oposição, desrespeitadas pelo dever de imparcialidade."
Polícia Política
O Estado Novo tinha a sua polícia política, a PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), versão renovada da ex-PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), mais tarde reconvertida na DGS (Direcção-Geral de Segurança), que continuaria perseguindo os opositores do regime.
Na visão histórica dos ideólogos do regime, o país teria de manter uma política de defesa das colónias, de manutenção do "Ultramar", numa época em que alguns países europeus iniciavam os seus processos de descolonização progressiva.
Apesar de séria contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve a sua política de força, endurecendo-a a partir do início dos anos 1960, face ao alastramento dos ataques independentistas em Angola, na Guiné e em Moçambique.
Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que protegia certos monopólios e certos grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente).
O país permaneceu pobre até à década de 1960, sendo consequência disso um significativo acréscimo da emigração.
É nesta década, contudo, que se notam sinais de desenvolvimento económico.
Política de "Orgulhosamente sós"
No início da década de setenta mantinha-se vivo o ideário salazarista.
Continuavam os ideólogos do regime a alimentar o mito do «orgulhosamente sós», coisa que todos entendiam, num país periférico e pequenino, marcado pelo isolamento rural: estar ali e ter-se orgulho nisso eram valores, algo merecedor de respeito.
Mesmo em plena Primavera Marcelista, Marcelo Caetano, que sucedeu a Salazar no início da década (em 1970, ano da morte do ditador), não destoa.
Sentindo o mesmo, age a seu modo, governa em isolamento, faz o que pode, mas um dia virá em que já nada pode fazer.
Qualquer tentativa de reforma política era impedida pela própria inércia do regime e pelo poder da sua polícia política (PIDE).
Nos finais de década de 1960, o regime exilava-se, envelhecido, num ocidente de países em plena efervescência social e intelectual (Revolução de Maio de 1968).
Em Portugal cultiva-se outros ideais: defender o Império pela força das armas.
(Vendo-se Portugal envolvido numa guerra colonial em 4 frentes.)
O contexto internacional era cada vez mais desfavorável ao regime Salazarista/marcelista.
No auge da Guerra Fria, as nações dos blocos capitalista e comunista começavam a apoiar e financiar as guerrilhas das colónias portuguesas, numa tentativa de as atrair para a influência americana ou soviética.
A intransigência do regime e mesmo o desejo de muitos colonos de continuarem sob o domínio português, atrasaram o processo de descolonização: no caso de Angola e Moçambique, um atraso forçado de quase 20 anos".
Anos setenta
"Em Fevereiro de 1974, Marcelo Caetano é forçado pela velha guarda do regime a destituir o general António de Spínola e os seus apoiantes.
Tentava este, com ideias algo federalistas, modificar o curso da política colonial portuguesa, que se revelava demasiado dispendiosa.
Conhecidas as divisões existentes no seio da elite do regime, o MFA decide levar adiante um golpe de estado.
 O movimento nasce secretamente em 1973.
Nele estão envolvidos certos oficiais do exército que já conspiravam, descontentes por motivos de carreira militar.
Preparação do golpe
A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973.
 Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas.
 No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: Os Militares, as Forças Armadas e a Nação.
 Este documento é posto a circular clandestinamente.
 No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime.
 No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, Portugal e o Futuro, no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar.
 No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.
Movimentações militares durante a Revolução
No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.
Às 22h 55m é transmitida a canção "E depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa, emitida por Luís Filipe Costa.
Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas, que desencadeou a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.
O segundo sinal foi dado às 0h20 m, quando foi transmitida a canção "Grândola, Vila Morena", de José Afonso, pelo programa Limite, da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações.
 O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.
O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.
No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos de Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto.
 Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego.
Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras.
Forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto.
 O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sediadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.
À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço.
 As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia.
 O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã.
Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcello Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua".
 Marcello Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.
 A revolução resultou na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política (PIDE) dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso, em Lisboa.
A origem do Cravo como símbolo da Revolução
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974.
 Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos.
 Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda.
 Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.
Consequências da revolução
No dia seguinte, forma-se a Junta de Salvação Nacional, constituída por militares, e que procederá a um governo de transição.
 O essencial do programa do MFA é, amiúde, resumido no programa dos três D: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver.
Entre as medidas imediatas da revolução contam-se a extinção da polícia política (PIDE/DGS) e da Censura.
 Os sindicatos livres e os partidos foram legalizados.
Só a 26 foram libertados os presos políticos, da Prisão de Caxias e de Peniche.
Os líderes políticos da oposição no exílio voltaram ao país nos dias seguintes. Passada uma semana, o 1.º de Maio foi celebrado legalmente nas ruas pela primeira vez em muitos anos.
Em Lisboa reuniram-se cerca de um milhão de pessoas.
Manifestação do 25 de Abril de 1983 na cidade do Porto.
O Processo Revolucionário em Curso- P.R.E.C.
"Portugal passou por um período conturbado que durou cerca de 2 anos, comummente referido como PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado pela luta e perseguição politica entre as facções de esquerda e direita.
 Foram nacionalizadas as grandes empresas.
 Foram igualmente "saneadas" e muitas vezes forçadas ao exílio personalidades que se identificavam com o Estado Novo ou não partilhavam da mesma visão politica que então se estabelecia para o país.
 No dia 25 de Abril de 1975 realizaram-se as primeiras eleições livres, para a Assembleia Constituinte, que foram ganhas pelo PS.
A Constituição da República de 1976
Na sequência dos trabalhos desta assembleia foi elaborada uma nova Constituição, de forte pendor socialista, e estabelecida uma democracia parlamentar de tipo ocidental.
 A constituição foi aprovada em 1976 pela maioria dos deputados, abstendo-se apenas o CDS.
Acabada a guerra colonial, durante o PREC, as colónias africanas e Timor-Leste tornaram-se independentes."
(in Wikipedia - A Revolução dos Cravos)
As consequências sociais da Revolução dos Cravos, foram imensas.
passou a haver maior liberdade de expressão e de associação tanto a nível dos próprios cidadãos como da própria imprensa e assistiu-se ao fim da censura.
 Nos meios agrários assistiu-se ao fim das relações de servilismo entre os trabalhadores rurais e os patrões (os trabalhadores rurais eram explorados de forma grosseira pelos grandes latifundiários e viam em condições de extrema miséria), nos meios indústriais os trabalhadores passaram a poder-se constituir em sindicatos e comissões de trabalhadores, e assistiu-se a uma diminuição do poder da igreja católica e à separação entre a igreja e o estado e do ponto de vista religioso as outras denominações passaram a poder-se associar livremente.
No entanto há ainda alguma divisão na população sobretudo entre as camadas mais vellhas da população que viveram aquele periodo, pois muitos acham que muitas das conquistas do 25 de Abril se foram perdendo no decurso dos anos, e há também o estigma da desconolização, que é ainda uma causa de grandes ressentimentos pois muitos acham que a desconolização foi mal feita e às pressas, tendo muita gente que vivia nos antigos territórios ultramarinos perdido os seus bens e modos de vida.
Um outro grande lamento decorrente da revolução tem também a ver com as nacionalizações que se seguiram ao 25 de Abril, que do ponto de vista económico vieram a condicionar o crescimento da economia portuguesa já então fraco.
Há ainda , e queixa frequente sobre a aparente fragilidade das leis penais...e o aumento da criminalidade...
De qualquer forma pesem todo o tipo de considerações que se possam tomar acerca deste assunto esta data feriado nacional ressalva pela sua importãncia para o estabelecimento do pulipartidarismo e da liberdade de expressão, que muitas vezes sendo relativa, supera enormemente aquela possibilitada pelo regime fascista do etado-novo. 

Vamos ajudar a Maria Inês.....

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A Maria Inês de 8 anos está a precisar da nossa ajuda! No passado 15 de Março foi diagnosticada uma Leucemia Mieloblástica Aguda. A Inês espera encontrar um dador compatível para transplante. Contamos com todos!
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É de 23 Abril até 5 de Maio.
Calendário:
Dia 23 de Abril (6ª feira)
EXPO (Lisboa), das 9 às 13 h- Parque das Nações
Escola Vasco da Gama-. Ilha dos Amores Telef:218 930 300
 Dia 24 de Abril (Sábado)
CARTAXO, das 11 às 15 h- Escola Secundária do Cartaxo R. José Ribeiro da Costa Telef: 243770 005
 Dia 25 de Abril (Domingo)
SINTRA, das 9 às 13 h - Bombeiros Voluntários de São Pedro de Sintra, R. Álvaro Reis, 12- Telef: 219 249 600

VISEU, das 9 às 13 h Colégio da Imaculada Conceição
 R. Nossa Senhora de Fátima, 88 Telef: 232 480 320
Se algum destes locais for próximo de onde mora ou trabalha, ponha o dia no seu telem. e assim não esquece e o seu telemóvel será o seu maior amigo.

P.C.P. está de luto:Morreu hoje , aos 87 anos Sofia Ferreira, militante do Partido Comunista Português

O Partido Comunista Português está hoje de luto.
Segundo se pode ler no sítiodo partido, no comunicado do Comité Central do Partido:
Faleceu Sofia Ferreira
Quinta, 22 Abril 2010
"É com profundo pesar que o PCP informa que faleceu Sofia de Oliveira Ferreira Santo, aos 87 anos.
Aderiu ao PCP em 1945, passou à clandestinidade em 1946.
 Presa pela primeira vez em 1949 com Álvaro Cunhal e Militão Ribeiro, passou mais de 13 anos nas prisões fascistas.
 Exercendo diversas responsabilidades, antes e depois do 25 de Abril, integrava o Grupo de Trabalho do Arquivo Histórico do PCP.
É com profundo pesar que o PCP informa que faleceu Sofia de Oliveira Ferreira Santo, aos 87 anos.
Nascida a 1 de Maio de 1922, em Alhandra, Sofia Ferreira era filha de trabalhadores agrícolas, tendo dedicado toda a sua vida ao PCP e à luta pela democracia, a liberdade e o socialismo.
Tendo aderido ao Partido Comunista Português em 1945, Sofia Ferreira passou à clandestinidade em 1946.
 Exercendo diversas responsabilidades desde esse momento – primeiro na imprensa clandestina, depois em tarefas junto do Secretariado do Comité Central, e mais tarde integrando a Organização Local do Porto onde foi responsável pela organização partidária em empresas têxteis e em serviços da Função Pública –, Sofia Ferreira foi eleita para o Comité Central no V Congresso em 1957, responsabilidade que manteve até 1988.
Presa pela primeira vez em 1949 na casa do Luso com Álvaro Cunhal e Militão Ribeiro, Sofia Ferreira voltaria a conhecer a prisão e a tortura em 1959, tendo passado mais de 13 anos nas prisões fascistas.
Depois de algum tempo na União Soviética, Sofia Ferreira regressa em 1969 à luta clandestina assumindo, primeiro, tarefas na Organização Regional de Setúbal, integrando depois a Direcção Regional de Lisboa tendo desempenhado várias tarefas de responsabilidade até ao 25 de Abril de 1974.
Assumindo papel importante nas acções reivindicativas pela libertação imediata dos presos políticos, pela extinção da PIDE, pelo fim da censura e pela defesa e consolidação das liberdades democráticas, Sofia Ferreira assumiu no Portugal de Abril tarefas na Direcção das Organizações Regionais de Lisboa, Setúbal e Beira Litoral. Sofia Ferreira integrava desde 1987 o Grupo de Trabalho do Arquivo Histórico do PCP tarefa que desempenhou com a dedicação e empenho que a acompanhou em todo o seu percurso partidário.
O corpo estará a partir das 17h, de 22 de Abril, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, realizando-se a cremação, dia 23 de Abril, às 17h30, neste cemitério."
Artigos relacionados:
Comunicado do C.C do P.C.P.
Notícia do jornal Correio da Manhã

"Diário de um Inferno Conjugal" -Editoras em Portugal pouco sensíveis à publicação de livro de vítima de violência doméstica


Vítima de Violência Doméstica publíca "Diário de um Inferno Conjugal"(por ela vivído)
Dulce Cardoso agora nos seus 37 anos, escreveu o livro "Diário de um Inferno Conjugal" onde dá a conhecer a experiência amarga vivida por ela de violência doméstica, através de um relato das agressões, chantagem e humilhações por ela vivida.
tentou publicar o seu livro em Portugal ante a indiferença, insensibilidade e a indisponibilidade das editoras, e viu-se assim forçada a publicar a sua obra no Brasil.
Em Portugal tal como ela milhares de mulheres continuam a sofrer em silêncio tal como ela relatou neste livro à mercê de maridos déspotas...
Uma dorma de violência que se não é exclusivamente masculina, continua a ter sob  pessoa das mulheres a sua maior incidência.
É portanto fundamental dar a conhecer este livro, e pressionar junto do mercado livreiro, junto das editoras para que a opinião pública não feche os olhos e os ouvidos a este flagelo que é a Violência Doméstica.
Péde-se àqueles que leiam este artigo que divulguem esta história e que diligenciem no sentido de que o livro de Dulce Cardoso chegue às nossas livrarias.
"Eu sou mais uma das muitas mulheres que, durante muito tempo sofrem em silêncio os maus tratos do marido e dos sogros e ainda sentem pena deles porque acham que são pessoas doentes e, por isso, têm desculpa..."
Após um ano de vida em comum, aos 24 anos casou com um homem que bebia, mas que não era violento. 
Tudo mudou com o nascimento do filho e é descrito no livro publicado esta semana: 
 "Diário de um Inferno Conjugal".
Tem hoje 37 anos e diz ser feliz. 
Para trás ficaram quatro anos de uma relação conturbada com um marido alcoólico que a ofendia e lhe batia constantemente.
Durante os 12 meses em que viveram juntos e até o filho nascer, no início de 1996 (um ano depois do enlace), o parceiro já bebia, "mas não era agressivo, nem mostrava ser ciumento", diz. 
Consultava, aliás, uma psiquiatra por causa das dependências que tinha.
Explica a mudança de atitude do marido, talvez por julgar que tendo um filho dele, "eu lhe pertencia, já não ia fugir dele e podia fazer de mim o que quisesse".
A psiquiatra alegava que o álcool e
os sucessivos desempregos do marido potenciavam
a violência, desculpabilizando assim, considera, 
o comportamento abusivo do parceiro.
A técnica tinha-a aconselhado a engravidar 
porque ao ser pai, o parceiro 
tornar-se-ia mais responsável e menos dado à bebida.
Não resultou. 
"A minha gravidez foi um pesadelo. Esteve quase sempre embriagado". Anos depois, a técnica dizia-lhe não ser obrigada a ter relações com o marido.
A Rede de Apoio existe
Quando as ofensas verbais e a violência psicológica já eram uma realidade, começou a escrever um diário para desabafar o que não contava a mais ninguém.
Deixara de ter contacto com as amigas de solteira e as saídas eram sempre para casa dos sogros ou de amigos destes: "Ficamos sem amigos e nem nos damos conta. 
Só estamos com os deles".
Ao contar à mãe o inferno em que vivia, ela levou-a à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) - onde lhe pediram para arranjar provas contra o agressor.
Passou a chamar a polícia sempre que havia desacatos dentro de casa. Muitas vezes pediu ajuda na escada do prédio, mas nenhuma vizinha lhe acudiu. 
Ao contrário dos agentes da PSP, da Amadora, que diz terem sido sempre muito prestáveis e protectores.
Contudo, a chamada da polícia acentuava a ira do parceiro.
"Tinha de me fechar no quarto para chamar a polícia pelo telemóvel e só saia quando eles chegavam".
Só ao fim de quatro anos (até 2000) ganhou coragem para bater com a porta.
Quando na APAV, lhe garantiram que ninguém lhe tiraria o filho, se deixasse o marido.
Depois do marido perceber que tinha sido denunciado, a situação ficou mais difícil. "Foi um pesadelo" que admite necessário para poder provar que era vítima de maus tratos conjugais.
Quando soube que o marido ia ter alta do hospital, saiu de casa e foi viver com a mãe: "Foi um alívio".
Depois, a madrinha emprestou-lhe dinheiro para comprar uma casa. 
"As mulheres da minha família foram a minha rede de apoio", reconhece.
O divórcio saiu no início de 2002 e hoje diz não compreender porque passou por tudo aquilo. 
A ideia de escrever o livro surgiu-lhe a meio da noite em Março deste ano, "como um chamamento". "Achei que devia escrevê-lo para ajudar nem que seja apenas uma mulher a libertar-se", justifica.
(por ALEXANDRA MARQUES -Jornalista)

Informações de contcto:
E-mail: diariodeuminfernoconjugal@hotmail.com
Página do grupo no facebook
"Procuro livrarias com coragem para vender este meu livro. Está à venda na editora: Biblioteca24x7-S.Paulo-Brasil Tlf:0055(11)32594224 www.biblioteca24x7.com.br
 leitor@biblioteca24x7.com.br
Enviam por correio para todo o mundo. P.V.P. 29.80 Reais (12€)"
Relato pessoal de um pesadelo
  • Ameaças com o filho:
"Disse-me que nenhum juíz me daria a custódia do meu filho
porque eu não tenho casa"
  • Sem vontade de amar
"Eu a trabalhar todo o dia e ele a beber.
Que vontade pode ter uma mulher
de se deitar com um homem que tresanda a álcool e a mijo?"
  • Usurpa o cartão
"Roubou-me o cartão multibanco para eu não ter acesso à conta
onde a minha avó depositava o dinheiro."
  • As noites sem dormir
"Não me deixa dormir mais de quatro horas, o que está a interferir com o meu trabalho.Sinto-me muito cansada e hoje adormecí na secretária."
  • Medo das retaliações
"Tenho medo do que possa fazer para me prejudicar.Já me ameaçou de morte (...) e temo que apareça no meu local de trabalho para me humilhar".



     "Diário de um Inferno
 Conjugal 
Éo livro de Dulce Cardoso."
"Por ter sido impossibilitada de vender o meu livro em Portugal pela própria
editora que me editou o livro, que nunca divulgou o meu livro e, antes pelo contrário, parecia escondê-lo, já que nem sequer o colocou à venda em livraria alguma, acabei editando-o no Brasil, onde espero ter melhor sorte!"
Desde 5 de Agosto que o livro está à venda no Brasil, mas pode ser enviado para qualquer parte do mundo.
Encontra-o em: http://www.biblioteca24x7.com.br
/  e em: http://www.amazon.com
Espero ajudar muitas mulheres a se valorizarem mais.veja mais em:
www.biblioteca24x7.com.br
www.biblioteca24x7.com.br

Colóquio sobre violência intra-familiar em ferreira do Zêzere-A.P.A.V. convida

Colóquio Violência Intrafamiliar - Ferreira do Zêzere, 21 de Abril

No próximo dia 21 de Abril decorre em Ferreira do Zêzere um colóquio dedicado ao tema da Violência Intrafamiliar.
 Este colóquio tem os seguintes objectivos: contribuir para desenvolver competências de comunicação e trabalho em parceria que possibilitem aos profissionais trabalhar em cooperação, tendo por base abordagens multidisciplinares; desenvolver competências profissionais na área da violência; e apresentar modelos de intervenção que possam ser utilizados como modelos de boas práticas.
 A APAV irá marcar presença neste evento e a Presidente, Joana Marques Vidal, estará representada por Carmen Videira, Gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Santarém.

Morreu a activista dos direitos cívicos e pioneira do feminismo Dorothy Height aos 98 anos de idade

O movimento feminista e a causa os direitos cívicos nos Estados Unidos estão de hoje de luto.
 Morreu dia hoje dia 20 de Abril de 2010 a Sr.Dorothy Height.
Não querendo alhear-me desta notícia transcrevo:
"Washington, (EFE).- Dorothy Height, ativista de direitos humanos nos Estados Unidos e presidente emérita do Conselho Nacional de Mulheres Negras, morreu esta madrugada aos 98 anos de idade.
Height militou junto com Martin Luther King (1929-1968) e esteve ao lado do líder quando, em 1963, ele pronunciou seu discurso "Tenho um sonho".
Militância feminista
Conhecida como "a avó do movimento feminista", Height militou da Presidência de Franklin D. Roosevelt (1933-1945) à de Barack Obama, indicou o Conselho Nacional de Mulheres Negras (NCRW, na sigla em inglês).
Em 1994 o presidente Bill Clinton (1993-2001) honrou a ativista com a Medalha Presidencial da Liberdade e o Congresso a condecorou com a Medalha de Ouro em 2004.
Apesar da idade avançada, Height esteve entre os dirigentes negros americanos que se reuniram com Obama recentemente na Casa Branca para discutir assuntos políticos e sociais.
A ativista, que presidiu o NCRW entre 1957 e 1988 e depois foi designada presidente emérita, também foi uma figura chave na criação da Associação Cristã de Mulheres Jovens em 1930.
Nascida em Richmond, no estado da Virgínia, e criada em Rankin, na Pensilvânia, ela começou sua militância em 1933 quando assumiu a liderança do Movimento de Jovens Cristãos Unidos.
 Ela trabalhou para acabar com para os linchamentos de negros e a segregação racial nas Forças Armadas.
Entre as experiências de discriminação que Height relatou em suas memórias estão a rejeição de sua matrícula no College Barnard, de Nova York.
"Embora eu tenha sido aceita eles não podiam me matricular", escreveu em seu livro "Open Wide the Freedom Gates".
Levou um tempo até me dar conta de que sua decisão era um assunto racial: Barnard tinha uma cota de dois estudantes negros por ano, e outros dois já tinham ocupado esses postos", acrescentou. EFE jab/pb
  Militância pelos direitos cívicos na América
Matriarca fundadora do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos na década de 60, Dorothy I. Height morreu hoje de manhã, com 98 anos.
A notícia foi avançada pelo Conselho Nacional de Mulheres Negras, que relembrou a importância de Height na luta pela justiça racial e pela igualdade de sexos nos últimos 60 anos.
Nos anos 50 e 60, enquanto liderava as pressões sobre a administração americana para fazerem dos direitos civis tema central da sua agenda, Dorothy Height distinguiu-se nas lutas pelo fim da segregação nas escolas, pelo direito de voto aos negros e mulheres e pela igualdade de oportunidades de trabalho.
Durante 40 anos foi presidente do Conselho Nacional de Mulheres Negras - grupo com 4 milhões de membros, que agrupa 34 organizações nacionais e 250 grupos de comunidades.
Abdicou do cargo em 1997, aos 85 anos.
Artigo Relacionado:
Dorothyh Height-wikipedia







Campanha de Solidariedade para com o Dr.Sawkat Spahi-Soahib no Facebook

A divulgação da seguinte campanha de Solidariedade foi recebida por mim por E-mail procedente do facebook.
Trata-se do caso de um médico de ascendência Turco-Síria de nome Sawkat Spahi-Shoab, residente no Reino Unido que há vários anos enfrenta processos judiciais por ter beijado na face duas pacientes suas (em ocasiões diferentes ) e tem recebido ameaças de morte na sequência dos vários processos em que está envolvido de modo a limpar o seu nome. Processos que tem acarretado para sí e para a sua família elevados custos, a nível familiar, emocional, profissional e social.
A sua família crê que exista um fundo racista nesta história relacionado com o facto dele ser árabe.
Deixo aquí a tradução (não integral reportando apenas os factos e excluindo algumas opiniões cujo caracter soará de alguma forma anti-semita, embora compreenda que as mesmas poderão decorrer do estado emocional em que a família vive em consequência dos processos legais em que tem estado envolvida desde 2003.- Da minha decisão de não traduzir os dois excertos da carta , dei a conhecer á senhora Maria Osbourne, tendo no entanto ao manifestar-lhe a minha intenção de a públicar referido que em acréscimo à publicação da mesma, se seguirá aquí na mesma página a publicação da carta original em Inglês na sua versão integral.
Importa realçar acima de tudo a futilidade de alguém ser condenado por dar um beijo na face, sem qualquer motivação de caracter sexual.
De qualquer forma caberá aos eventuais leitores decidirem por sí próprios e procurar conhecer a história ou não e daí formalzarem as suas opiniões.
(Sérgio Daúde-Webmaster desigualdadedireitos.blogspot.com).
"Maria Osbourne,20 de Abril 2010 às 3:03m
Caros (internautas)
Se vocês são realmente contra o racismo e a discriminação, como dizem ser, então leiam atentamente e fiquem a conhecer este caso chocante. Juntem-se e demonstrem o voso apoio...acções e não apenas palavras...
Um caso chocante de racismo no Reino Unido
Por favor leiam esta historia real chocante com muita atenção, mesmo nas entrelinhas...por favor divulguem a todos os vossos amigos e membros dos grupos a que aderiram, para que a conheçam...
Uma história chocante de Manchester (UK) na qual a vida de quatro pessoas foram destruídas de forma sitemática por causa d um beijo na face. Acham isto justo?
Algumas pessoas racistas, ________(acusador público, polícia, juíz e juíz do tribunal de apelação) conspiraram contra um médico de ascendência Sírio-Turca e arruínaram a vida dele e da sua família (incluindo a de duas crianças inocentes.
---------------------------------------------------------------------
O Dr.Spahi e a sua família e a sua família têm vivivo uma experiência dramática e traumática, por causa de um caso de tribunal fabricado e desproporcional em Manchester desd 2003. Beijo na face a uma mulher adulta- como parte da sua cultura e trabalho externo/de campo... Caso Numero: T0410944
O Dr. Spahi tem 2 filhos de tenra idade. Apelou muitas vezes aos tribunais sem sucesso (Refs: 200504887B2, 00437/2006, 00057/2008 entre outros)
E para acrescentar mais....ele tem sido alvo de ameaças de morte há mais de um ano (Crime Ref: 0401935/09 and 0412995/09) e actualmente alvo de um processo de deportação (processo decorrente de uma parva e forjada cruz numa quadrícula de um requerimento, o que aconteceu há cinco anos atrás quando o Dr. Spahi fez um pedido para prolongar a sua permanência por tempo indefinido, a despeito dos seguintes factos: Não há qualquer assinatura do Dr.Spahi ou mesmo caligrafia sua naquele impresso, o pedido dde requerimento está em branco e as páginas do formulário não estão ligadas umas às outras).Tudo de modo a a impedí-lo de lutar para aclarar o seu nome (numa atitude de ou matamos-te ou deportamos-te se continuas com os teus recursos jurídicos e a expor públicamente o que aconteceu no teu caso).
-A esposa do Dr.Spahi organizou uma campanha no site do facebook. No interesse da justiça neste amado país (U.K.) e no mundo inteiro, gostairamos de convidar-vos a visitar a página e juntar-se ao grupo “Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib”.
Por favor espalhem a história e convidenos vossos amigos e conhecidos a juntr-se ao grupo , para que saibamque aquilo que aconteceu ao Dr.Spahi e à sua família não acontece a mais ninguém. Aquí fica o link:
Em alternativa escreva apenas: “Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib” na parte do topo direito de qualquer página do Facebook (caixa de pesquisa) de modo a encontrar o grupo .
Neste grupo encontrará um sumário da experiência traumática vivida pelo Dr.Spahi e pela sua família (nos últimos 6-7 anos.)
A mulher do Dr.Spahi também escreveu um livro baseado nesta história racialmente motivada. Ela intítulou-o"In the essence of Being".
Este livro pode ser visto online em:
Este é o link do Juíz (Mr.Michael Henshell) que julgou o Dr. Spahi e quebrou todo os tipos de procedimentos judiciais por forma a condenar o Dr.Spahi.
Por favor sigam este link para ver por vós próprios um examplo claro da natureza racista deste juíz:
Obrigado pelo voso apoio e tolerância contra esta grosseira, ridicúla e descarada injustiça:
Paz, respeito e amor
Em solidariedade
-campanha de solidariedade e justiça para com o Dr.Shawkat Spahi-Shoab
(Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib Awareness Campaign)
-Em seguida apresenta-se o mail recebido da Sr. Maria Osbourne na sua versão original em inglês:
Maria Osbourne20 April 2010 at 03:08
Dear all,
If you are really against racism and discrimination as you claim then read and learn from this shocking case. Join and show your support..Actions not just words
Shocking RACIST CASE from the UK
Please read this real life shocking story carefully even between the lines…Please spread it to all your friends and group members so they can learn from it..
Shocking story from Manchester (UK) in which 4 people’s lives were destroyed systematically over A KISS ON THE CHEEK. Do you think this is fair?
Some Corrupt Racist people of most likely a Jewish Zionist background (solicitor, police officer, trial judge and appeal court Judge) conspired against Syrian Turkish Middle Eastern Doctor and ruined his and his family life (including 2 innocent children). It seems that some Jewish people in authority hide their identity and use their race-hate as a motive to destroy innocent people’s lives (Christians, Muslims, Sikh or Hindu...etc) by the name of the Crown or the British Justice System. It seems that those people do not recognise any human who is not Jewish like them.
Shocking racially motivated story from Manchester (UK). Please take some moments to read and spread this shocking story to everyone you know so what happened to Dr Spahi does not happen to anyone in this beloved country or around the world.
Dr Spahi and his family have been through a dramatic, traumatic and life-changing experience because of a trivial, fabricated and blown out of proportion Court case in Manchester since 2003 (KISS ON THE CHEEK on adult female as part of his culture and outside work. Trial Case Number: T0410944). Dr Spahi has 2 little kids. He appealed many times to the Courts to no avail (Refs: 200504887B2, 00437/2006, 00057/2008 and others). To top it all off he was subjected to a death threats for almost a year (Crime Ref: 0401935/09 and 0412995/09) and currently to a fabricated deportation case (over a silly and fabricated wrong tick on the box allegedly happened 5 years ago on Dr Spahi application for indefinite leave to remain despite the following facts: there is no Dr Spahi’s signature or even handwriting on that particular page, the application is loose and the pages of the form are not attached to each others) in order to deter him from fighting to clear his name (We either kill you or deport you if you carry on with your appeal and expose to the public what happened in your case).
Dr Spahi’s wife set up a campaign site on facebook. In the interest of justice in this beloved country (UK) and around the world, we would like to invite you to have a look and join “Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib” group. Please spread the story and invite all your friends and family to join so what happened to Dr Spahi and his family does not happen to anyone else. Here is the link:
Alternatively just type “Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib” in the top right hand corner of any face book page (the search box) in order to find the group. In this group you will find a summary of the traumatic life changing experience Dr Spahi and his family (with 2 innocent kids) have gone through in the last 6-7 years.
Dr Spahi’s wife also wrote a book inspired by this fabricated racially motivated case. She called it “In the Essence of Being”. This can be viewed online at:
This is the Jewish Judge (Mr Michael Henshell) who tried Dr Spahi and broke all kind of courts procedure in order to convict Dr Spahi. Please view this link to see for yourself a clear example of this Judge damming racist nature
Thank you for your support and intolerance of this gross, ridiculous and undercover injustice.
Peace, respect and love
In Solidarity
Justice for Dr Shawkat Spahi-Shoaib Awareness Campaign
(* Maria Osbourne é uma das admnistradoras do grupo no facebook)

Pena de prisão para agressores de polícias

Pena de prisão para agressores de polícias
Os sindicatos europeus de policia, pedem penas mais pesadas, para os autores de agressões aos seus agentes e são apoiados nesta iniciativa, pela Presidência da União Europeia que concorda, com o agravamento das penas e a necessidade de criar processos sumários para estes casos.
"A sentença mínima para um caso de violência sobre polícias tem de ser uma sentença de prisão", defendeu ontem em Madrid o presidente do Eurocop, Heinz Kiefer, num encontro que junta organizações sindicais policiais de 26 estados membros da UE. "Um ataque contra as forças policiais representa também um ataque contra as estruturas fundamentais das sociedades democratas", argumentou o alemão Kiefer para quem estes actos têm que ser, "sempre, separados de outros crimes cometidos na mesma ocorrência policial".
O delegado português da Eurocop, que levou à Conferência de Madrid, os números da violência contra as polícias portuguesas, salientou que as penas de prisão "estão previstas no Código Penal, mas a realidade é um pouco diferente, já que nenhuma pessoa condenada por agressões a agente da autoridade cumpriu, até hoje, pena de prisão efectiva.

Leva dias de multa ou pena suspensa", explicou Armando Ferreira, também presidente do SINAPOL (Sindicato Nacional da Polícia).
O dirigente português apelou "ao poder político e aos tribunais para que criem mecanismos, de forma a que os responsáveis por estes actos tenham uma repreensão dura para evitar que outras pessoas possam ter a tentação de cometer agressões".
José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da GNR e outros dos presentes na conferência, afirmou que "as agressões contra polícias caíram na moda injuriar os agentes de segurança.
É um caminho perigoso que se tende a agravar", acrescentando: "Assumir a prisão efectiva é um dos caminhos a seguir."
(Fonte: DN 14-04-2010)

Big Dan 26 anos depois: O Caso que envergonhou a comunidade Portuguesa em New Bedford

Big Dan's 26 anos depois
Ainda parece ter sido ontem o Caso Big Dan, mas já passaram 26 anos.
 No dia 7 de Março de 1983, uma segunda-feira, o jornal Standard Times, de New Bedford, inseriu nas páginas interiores uma pequena notícia redigida por Alan Levin, que trabalha hoje no USA Today e estava então no começo da carreira: "A polícia anunciou que uma jovem mulher de 21 anos foi cercada domingo à noite por uma dúzia de indivíduos num bar de New Bedford, brutalmente violada por vários deles".
A jovem seria mais tarde identificada como Cheryl Ann Araújo, natural de New Bedford, onde viveu a maior parte da sua existência. 
Nunca conhecera o pai, fora abandonada pela mãe e tinha sido criada pela avó materna.
Não concluira o high school. Tinha duas filhas e engravidara da primeira aos 18 anos e, embora vivesse com o pai das crianças, um antigo namorado da escola, frequentava bares de drogas e prostituição.
No domingo, 6 de Março de 1983, Cheryl e o companheiro celebraram o terceiro aniversário da filha mais velha no apartamento onde viviam.
Depois das crianças estarem na cama, por volta das 9:00 da noite, Cheryl dirigiu-se ao
bar Big Dan, na Belleville Avenue, onde uns quantos portugueses tomavam uns copos.
Cerca de uma hora depois, o condutor de uma carrinha que passava no local viu Cheryl sair correndo do bar, despida da cintura para baixo e levou-a à polícia.
"Estava histérica e em estado de choque", segundo a detective Sandra Grace, que lhe prestou assistência.
Os testes de alcoolemia revelaram que "estava clinicamente envenenada de álcool", segundo Charles Winek, toxicologista do Condado de Allegheny. 
Mas a história que contou não era de quem estivesse embriagada.
Entrara no bar a comprar cigarros, tomara uma bebida com outra mulher e, quando pretendia sair, alguns homens que não conhecia pediram-lhe para ir com eles.
Perante a recusa, um dos homens derrubou-a sobre a mesa de bilhar e violou-a enquanto os outros lhe seguravam as pernas e depois eles trocaram de lugar e foi violada outra vez.
"Eu podia ouvir as pessoas a rir, a gritar e a aplaudir", testemunhou Cheryl mais tarde.
"Eu estava a pedir ajuda, a gritar e a chorar".
 Cheryl voltou nessa noite ao Big Dan com a polícia, identificou os alegados violadores, que foram detidos: Daniel C. Silva e José Vieira, ambos de 26 anos; João Cordeiro, Victor Raposo e Virgílio Medeiros, todos com 23 e José Medeiros, 22 anos.
Ficaram em liberdade sob fiança de $1.000, mas, no dia 4 de Abril de 1983, Daniel comprou passagem de avião para os Açores numa agência de viagens de New Bedford, o agente alertou a polícia e voltaram todos a ser detidos. 
A Daniel foi fixada fiança de $200.000 e $50.000 a cada um dos restantes.
O que começara por merecer quatro linhas nas páginas interiores do matutino de New Bedford saltou depressa para os jornais de Providence e Boston. 
No dia 9 de Março, o Boston Herald publicou a seguinte manchete: "Bar crowd cheers as woman is raped".
Seguiram-se os grandes jornais nacionais como New York Times, Los Angeles Times, Washington Post e Chicago Tribune, onde o famoso cronista Mike Royko advogou o enforcamento dos implicados e não necessariamente pela cabeça...
O caso tornou-se assunto diário dos telejornais dos networks nacionais passando a ser visto por 50 milhões de telespectadores.
Nos programas radiofónicos de linha aberta de New Bedford, Fall River e Boston, os portugueses tornaram-se bode expiatório de todos os problemas nacionais e não faltava quem advogasse a sua castração sem anestesia.
Decorrido um ano, o julgamento atraiu jornais de Londres, Paris e Tóquio, para além de canais de televisão como a BBC britânica e a nipónica TV Toqyo.
Acompanhei de perto o julgamento fazendo reportagens para o Portuguese Channel. 
Foi no velho Tribunal Superior de Fall River, cujas celas tinham sido convertidas em salas de imprensa e eram uma autêntica babilónia jornalística.
Ainda hoje alguns portugueses se perguntam por que razões o Caso Big Dan se tornou notícia internacional, não tendo sido o primeiro caso do género.
Nem o último.
Naquela altura, com semanas de intervalo, registaram-se outros dois casos de gang rape (violação em grupo): em Charlestown, bairro de Boston, sete homens violaram uma rapariga de 17 anos no apartamento de um deles ao longo de seis horas e uma aluna da Universidade da Pennsylvania acusou oito colegas de a terem violado durante uma festa, demonstrando que crimes desta natureza também podem acontecer com futuros advogados e juizes.
Contudo, nenhum destes casos foi tão mediático como o de New Bedford, embora a violação de uma mulher de 21 anos num bar por quatro imigrantes não seja mais violenta do que a violação de uma estudante universitária por oito colegas ou de uma adolescente por sete tipos de Boston.
Discuti isso há dias com Adelino Ferreira, no nosso encontro semanal no Portuguese Channel e a opinião dele faz sentido: a marcha de protesto realizada em New Bedford oito dias depois do incidente teve cobertura televisiva da ABC e mediatizou o caso a nível nacional.
O caso mereceu repúdio feminino em New Bedford e deu origem à Woman¹s Coalition Against Sexist Violence (WCASV), liderada por  Rita Moniz, antiga conselheira municipal de New Bedford e que lecciona hoje na Towson University, em Baltimore.
No dia 14 de Março de 1983, a WCASV organizou uma marcha de protesto que atraiu 4.500 pessoas, mas grupos feministas de todo o país converteram Cheryl na mártir de que todas as causas carecem e, quando a notícia chegou à Califórnia, já se falava em 15.000.
O momento de brutalidade de um grupo de portugueses tornou New Bedford conhecida mundialmente e originou um dos mais controversos julgamentos do século 20 nos EUA.
A revista Hustler publicou em 1983 a fotografia de uma mulher sobre uma mesa de bilhar, rodeada por quatro homens e a seguinte legenda: "Greetings from New Bedford, Mass., the Portuguese Gang Rape Capital of America".
No dia 18 de Março de 1983, 12 dias depois do incidente, o grupo Portuguese American United denunciou em comunicado o "cerco psicológico" feito na TV contra um grupo étnico particular, o Português.
Ouvi a um jornalista americano que cobria o julgamento a explicação de que o empolamento étnico dado ao caso foi apenas uma forma técnica de contar a história e não propriamente uma desonra para toda a comunidade. 
A verdade é que em New Bedford qualquer história, boa ou má, envolve quase sempreportugueses ou seus descendentes, que representam 60% dos 100.000 habitantes da cidade.
O bar era de portugueses, frequentado por portugueses, a vítima descendia de portugueses, os réus eram portugueses, parte dos polícias que os detiveram eram portugueses e até o promotor de justiça, Ronald Pina, é filho de portugueses da zona de Viseu.
Com transmissão directa pela recém formada CNN, os julgamentos começaram dia 23 de Fevereiro de 1984, no Tribunal Superior de Fall River, um ano depois do incidente, quando o bar já se tinha tornado depósito de uma padaria.
Cabe sublinhar que na realidade foram dois julgamentos  separados.
Uma vez que os homens se deviam incriminar uns aos outros, Silva e Vieira foram julgados de manhã por um júri constituído por seis homens e outras tantas mulheres e os restantes implicados eram julgados à tarde por outro júri.
Ambos os julgamentos eram presididos pelo juiz William Young, do Condado de Bristol.
Uma das principais testemunhas foi Carlos Machado, empregado do bar.
Alegou ter tido medo de chamar a polícia por ter sido ameaçado, mas isso não foi provado. Disse ainda que Cheryl tomou três bebidas e não uma, como contara à polícia. 
Conversou ainda com duas outras clientes, uma das quais, Marie Correia, testemunhou que ela parecia drogada quando se aproximou da mesa de bilhar, onde José e Virgílio Medeiros se entretinham a jogar.
A versão fabricada da mãe de filhas que tinha ido comprar cigarros depois de deitar as crianças e foi atacada quando saía do bar foi a que prevaleceu, ao contrário da estratégia do sexo consensual do advogado de defesa de Silva, Edward Harrington, segundo o qual Cheryl já conheceria o seu cliente.
No seu testemunho, Daniel Silva disse que ela se abeirou dele e pediu drogas, ele propôs fazerem amor e ela pediu-lhe para a levar para casa dele,o que ele recusou alegando viver com a mãe.
Começaram então a beijar-se, ele deitou-a na mesa de bilhar, mas estava demasiado bêbedo para ter erecção e, sem conseguir a penetração, deixou a mulher e foi quando os outrosintervieram.
No segundo julgamento, João Cordeiro também testemunhou em sua própria defesa e admitiu que, quando Silva desistiu, tentou ter sexo oral com a mulher.
"Não sinto que tenha feito alguma coisa errada naquela noite.
Não penso que alguém tenha feito alguma coisa de mal", precisou Cordeiro, mas estavaenganado.
A 17 de Março de 1984, depois de quatro horas e meia de deliberações, o júri do julgamento da tarde considerou Daniel Silva e José Vieira culpados de violação agravada. Silva apanhou de 9 a 12 anos de prisão e Vieira de 6 a 12.
Cinco dias depois, após sete horas de deliberações, o júri do julgamento matinal declarou Raposo e Cordeiro culpados de violação agravada por terem tentado fazer sexo oral e foram sentenciados a penas de 9 a 12 anos de prisão.
Os Medeiros foram declarados inocentes.
Estes veredictos foram considerados um ultraje por muitos portugueses, que organizaram marchas de protesto depois da conclusão do segundo julgamento, 9.000 pessoas em New Bedford e 10.000 em Fall River, com os Medeiros à frente.
Essas marchas colocaram em causa valores da comunidade portuguesa aos olhos da mídia e da opinião pública.
Para muitos participantes, sobretudo mulheres, Cheryl é que era culpada por ter saído de casa e ter entrado num bar àquela hora da noite.
Mas a verdade é que ela tinha o direito de estar no bar e dizer não a relações sexuais quando muito bem entendesse, fosse qual fosse o seu passado.
Cheryl, que afinal também pertencia à comunidade portuguesa, foi brutalmente violada nos mais elementares direitos, conforme lembrou o falecido monsenhor Mendonça, ao tempo pároco da igreja de Nossa Senhora de Monte Carmelo, em entrevista ao telejornal da NBC: "Os direitos humanos estão acima das razões
morais e éticas e transcendem até a fé religiosa".
Há quem considere que as coisas podiam ter sido piores e que os quatro podiam ter até apanhado prisão perpétua e sido deportados pelo facto de serem imigrantes e não estarem naturalizados.
Apesar de terem sido condenados a penas até 12 anos, não passaram todos esses anos na cadeia.
Vieira esteve preso quatro anos e alguns meses, tendo saído em 3 de Maio de 1988.
Os outros estiveram presos cinco anos, tendo saído em 1989: Silva saiu a 15 de Maio de 1989, Raposo a 5 de Julho e Cordeiro a 30 de Outubro.
Quando sairam da prisão, Cheryl já tinha falecido.
Ela, as filhas e o pai das crianças tinham-se mudado para Miami para fugir ao ambiente hostil de New Bedford e procurar anonimato. 
Tirara o curso de secretariado e, aparentemente, encontrara alguma estabilidade, mas no dia 14 de Dezembro de 1986 perdeu o controlo do carro em que seguia com as filhas, para assistir a uma festa de Natal e morreu. 
Tinha 25 anos. As filhas ficaram feridas, sem gravidade.
Quanto aos implicados, todos reorganizaram a vida e estão bem, com excepção do Daniel Silva, que faleceu quando se encontrava de férias na terra natal, Feteira do Nordeste, São Miguel. 
Apenas Virgilio Medeiros acabou por ser deportado, mas por razões que nada tiveram a ver com o Caso Big Dan.
Tudo isto foi a semana passada tema de um simpósio integrado nas celebrações dos 150 anos do Tribunal Superior do Estado de Massachusetts e simultaneamente do 25º aniversário dos julgamentos, que decorreram no Tribunal Superior de Fall River. Participaram magistrados e advogados que entrevieram nos julgamentos, nomeadamente o juiz William Young, que estáagora no Tribunal Federal de Boston e admitiu que ainda hoje se arrepende do "terrível erro" de ter autorizado a divulgação do nome da vítima. 
Dos promotores, Ronald A. Pina e Raymond Veary Jr. não compareceram por motivosprofissionais, só esteve Robert J. Kane, que é agora magistrado do Tribunal Superior.
Dos advogados, apenas esteve presente Kenneth Sullivan, lembrando que "as pessoas não foram consideradas culpadas por serem portuguesas".
Paul Cordeiro, que continua chefe da segurança dos tribunais do condado de Bristol, recordou as dificuldades de manter os dois júris isolados em casas de Brockton e  revelou que os julgamentos custaram para cima de $250.000, "verba considerável para a época".
A intérprete foi Zita Seabra Lovett, ex-funcionária do escritório da transportadora aérea TAP em Boston e que trabalha no Tribunal Federal.
Zita falou do stress a que foi sujeita e fez uma revelação: estava grávida na altura dos julgamentos.
A comissária de eleições em New Bedford, Maria Tomásia, também esteve presente e lembrou que o marido, João Tomásia, tinha sido um dos fundadores do Committee for Justice, para assegurar que os acusados teriam um julgamento imparcial.
O simpósio foi moderado por Lloyd MacDonald, juiz do Tribunal Superior, que receou que o fórum viesse reabrir velhas feridas da comunidade portuguesa, mas para os mais antigos o Big Dan já lá vai e para os mais novos interessa é o Big Brother.
Em 1988, foi estreado o filme The Accused, protagonizado por Jodie Foster e inspirado no caso de New Bedford, embora a acção decorresse em Seattle.
Foster, que nesse ano ganhou o Oscar de melhor actriz, fazia a vítima, que se chamava Sarah Tobias e este apelido era a única conotação com portugueses.
A direcção da extinta Portuguese American Business Association, de Fall River, tentou na altura impedir a apresentação do filme nesta região e não conseguiu. 
De qualquer modo a maioria da comunidade portuguesa não vai ao cinema.
Tudo isto já lá vai, mas ainda hoje não me sinto à vontade sempre que entro num bar com mesa de bilhar.
Quanto às piadas, estou a borrifar-me como fez Carlos Lopes no dia 12 de Agosto de 1984, quando ganhou a maratona olímpica de Los Angeles e alguns comentadores sanabichas disseram que correra tão depressa porque na meta havia uma mesa de bilhar...

(in Portuguese Times; New bedford, Mass.-Eurico Mendes, "Big Dan's 26 anos depois")
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