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Promulgado finalmente a 17 de Maio o diploma do casamento entre pessoas do mesmo sexo: Portugal na lista dos oito...
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SERGIODAUDE
on sábado, 22 de maio de 2010
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Foi finalmente anunciada, depois de bastante controvérsia em torno deste tópico, pelo Presidente da República portuguesa Prof. Aníbal Cavaco Silva a promulgação do diploma que permite e legaliza as uniões cívis entre pessoas do mesmo sexo.
Uma reinvindicação há muito exigida pela comunidade gay portuguesa, há semelhança das comunidades gays de outros países (que ainda lutam por ver reconhecido aquele direito).
Poder-se-á dizer que a crise económica que o país atravessa foi de alguma forma indirectamente, determinante segundo se pôde depreender do discurso do chefe de estado português.
A promulgação daquele decreto vem coincidir com o dia Internacional da luta contra a homofobia, celebrado nesta data, 17 de Maio.
"A data de 17 de Maio, foi escolhida evocando a retirada da Homosexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarada em 1992.
Um pouco por todo o mundo faz-se neste dia marchas, beijaços, entre outras actividades a sensibilizar as pessoas. Em Coimbra, pela primeira vez foi realizada uma marcha, em 2010."
Segundo notíciou o Jornal Diário de notícia na sua Página online:
"Casamento homossexual
PS: Promulgação é "imensa vitória política e civilizacional"
por Lusa17 Maio 2010
O deputado do PS Vitalino Canas considerou hoje que a promulgação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo "é uma imensa vitória política e civilizacional".
"Sentimo-nos muito satisfeitos, trata-se de uma imensa vitória política mas também de uma vitória civilizacional no nosso país", afirmou o deputado socialista Vitalino Canas.
O dirigente socialista considerou que a promulgação da lei é "um momento memorável, um momento histórico" que recordará "com emoção certamente no futuro" porque se pôs fim "a uma discriminação condenada pela própria Constituição".
"Todas as maiorias podem mudar mas os avanços civilizacionais normalmente ficam e portanto nós não temos nenhum receio que uma mudança de maioria venha procurar deter este imenso avanço civilizacional", disse.
O Presidente da República, Cavaco Silva, anunciou hoje que promulgou o diploma que estende aos homossexuais o acesso ao casamento civil por considerar que um veto significaria "arrastar inutilmente" o debate sobre o tema, uma vez que existe uma maioria na Assembleia da República que deveria confirmá-lo, obrigando o chefe de Estado a promulgar o texto.
Ponderados "os efeitos práticos" do veto e tendo "em devida conta o superior interesse nacional, face à dramática situação em que o país se encontra", Cavaco Silva disse ter entendido que não deveria "contribuir para arrastar inutilmente este debate".
De igual modo no sitio da Associação ILGA Portugal, na sua página de notícias pode lêr-se públicada com vísivel satisfação, sob a manchete a reacção de contentamento a este marco histórico para a luta pelos direitos LGBT (Lesbian Gay Bisexual and Transgender):
Presidente da República promulga Lei da igualdade no acesso ao casamento!
2010-05-17
Igualdade: casamento para gays e lésbicas
Numa declaração ao país, que revelou em si mesma a prioridade deste assunto e em que anunciou que a sua posição pessoal é coincidente com a do PSD (a solução vrrnhiec, união civil registada), Cavaco Silva explicou que um veto apenas adiaria a igualdade, dado que o Parlamento voltaria a aprovar a Lei.
E que, assim, decidiu aprová-la rapidamente.
17 de Maio, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, ganha assim uma dimensão particularmente feliz para todas as portuguesas e portugueses que se preocupam com a igualdade entre todas as pessoas.
Um tanto para relembrar-mo-nos de outro dia histórico deixo-vos o vídeo da aprovação da proposta de lei pelo plenário da Assembleia da República no dia 8 de Janeiro de 2010, dia que assinalou o princípio de uma caminhada rápida, ainda que algo ingreme e atribulada , rumo àquela igualdade de direitos há já muito aguardada pela comunidade LGBT e por todos aqueles que pugnam pela igualdade de direitos em Portugal:
Alguns exemplos relatados de adopção Gay...
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SERGIODAUDE
on quinta-feira, 25 de março de 2010
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Na sequência do artigo por mim públicado sobre a adopção de crianças por casais do mesmo sexo julgo que seria importante observar de perto três casos, pelo menos, de adoção bem como escutar a opinião de uma técnica de adoção.
Os excertos do artigo que se segue foram públicados na edição do jornal britânico " The Independent" de quinta-feira 25 de Janeiro de 2007.
Um artigo bem "velhinho" por sinal, muito embora o seu tópico seja bastante actual.
A apresentação deste artigo tem por objectivo dar a conhecer a realidade da adopção por pessoas do mesmo sexo e obrigar a uma reflexão:
" A Igreja Católica deveria a negar aos casais do mesmo sexo o direito de adotar. Assim, afirma o Cardeal Cormac Murphy-O'Connor. g.
Kate Hilpern, que ajuda a colocar crianças em casas novas, e que foi ela mesma adoptada, explica por que ele está errado . "
E dois pais gays partilham as suas experiências de educação de uma família
Quinta-feira janeiro 25, 2007
É preciso coragem para se candidatar à adoptação crianças, sabendo que sua vida está prestes a ser bastante escrutinada.
Se é uma pessoa gay ou lésbica ou o casa homossexual, a coragem requerida é ainda maior. Ouvi inúmeras histórias daqueles com quem trabalhei no campo da adopção das lutas longas e desanimadoras, de discriminação aberta e ostensiva.
E eu sei em primeira mão, de sete anos de serviço numa comissãode serviço de aprovação da autoridade local, que alguns trabalhadores da adopção, revelam preconceitos inadvertidos, mesmo ante a ideia horrorizante de serem considerado qualquer coisa menos que não liberais.
Se o indivíduo ou o casal tem a sorte de fazê-lo através do processo normal de adopção, esta é muitas vezes apenas o começo de uma grande luta.
Lá fora no mundo dos grupos das mães com os bébés e das idas à escola, os casais do mesmo sexo enfrentam na melhor das hipóteses,a intriga interminável, e na pior das hipóteses, o fanatismo e a intolerância acrescidas.
Pouco admira portanto que muitas lésbicas se voltem então para a fertilização in Vitro, enquanto, claro, os homens têm muito poucas opções quando se trat de começar uma família.
Para aqueles que lutam contra ventos e marés ao fazerem a viagem de adopção (e é interessante,que há tantos casais do sexo feminino como masculino), o nível de dedicação empreendido advém claramente, de um sobrepujante desejo: o de dar às crianças uma boa experiência de cuidado e carinho.
Na verdade, as pessoas gays e lésbicas adoptam desproporcionalmente aquelas crianças mais díficeis de colocar em lares de acolhimento e de serem adoptadas, incluindo crianças mais velhas,crianças com deficiência e crianças com dificuldades emocionais.
E dá-se também o caso de que essas adoções raramente dissolvem, havendo evidências de resultados saudáveis e felizes para as crianças.
Na verdade, lembro-me de algumas circunstâncias nas quais diria que era preferível para uma criança que esta fosse colocada num lar homossexual ou lésbico.
Ocorre-me o caso em particular de uma menina, em particular, que tinha sido severamente abusada sexualmente.
Foi acordado por todos os profissionais envolvidos que ela beneficiaria de uma família com dois pais, mas foi também sentido que ela iria ganhar com a lenta, a e cautelosa reintrodução de figuras masculinas na sua vida .
Um casal de lésbicas aceitou o desafio e o resultado foi o surgimento de uma criança com esperança para o futuro, contra todas as probabilidades.
O gabinete do primeiro-ministro británico disse esta semana que esta não é um problema simples preto no branco, mas sim que é uma questão onde há sensibilidades de todos os lados e que estes devem ser respeitados.
Mas eu diria que é tão clara e simples possível. A liberdade de ter opiniões contra uma prática sexual em particular é uma coisa em termos de adoração religiosa, mas outra bem diferente quando você tenta transpô-la no financiamento público dos serviços sociais.
Isto não pode estar certo numa sociedade democrática que se esforça no sentido da igualdade de oportunidade e certamente não pode estar certo quando o resultado directo poderia ser crianças com menores oportunidades de educação, segurança e de amor.
Quanto às nossas capacidades de paternidade, tudo o que é real virá naturalmente. É extremamente gratificante"
A ilustrar alguns dos desafios que alguns casais Gay enfrentam no dia -a-dia da adopção (que não são muito diferentes daqueles que os casais heterosexuais enfrentam no contexto da educação familiar acrescidos dos desafios que a sociedade impõe decorrente do estigma associado à homossexualidade seguem-se as histórias de dois casais do mesmo sexo:
Tony Fletcher, 39, e seu companheiro, Dave Gifford, 49, adoptaram John, de dois anos e 10 meses, e Paulo,de dois anos e cinco meses, ao nascer. Eles vivem na Flórida. (Todos os nomes foram alterados).
Tony conta:
Nós sempre soubemos que queríamos filhos. Era só uma coisa, quando nosjuntamos há 11 anos atrás, que nós sabíamos que iriamos querer no futuro. Nós fizemos uma série de pesquisas sobre vários métodos, como sub-rogação e de ovos de doadores, e depois começamos a pensar em adotar em países como a Rússia ou a China.
Por fim, decidimos que havia um monte de crianças nos Estados que não têm família amorosa e precisava desesperadamente deles, e nós gostamos da idéia de dar um deles de uma casa.
Nessa altura decidimos, que era irrelevante saber se os nossos filhos eram nossa carne e sangue ou não.
A Flórida não é o lugar mais fácil para se adoptar, tivemos bastante sorte.
Fomos a uma agência privada de adopção e conseguimos adoptar através da candidatura do meu companheiro como pessoa solteira e, em seguida, mais tarde, nós assinamos outros papéis que me tornam o tutor legal da criança. Foi uma situação de "não perguntes, não digas nada" .
Todos foram impecáveis...
Toda a gente tem sido impecável neste caso.
Neste momento ambos os nossos filhos estão no jardim-escola, e até agora não enfrentamos ainda muitas dificuldades.
Julgo honestamente que as pessoas nos vêem como qualquer outra família.
Ninguém alude ao facto de sermos gays , e é fantastico viver numa cidade onde ele é a situação é aceite.Devo admitir que tem sido uma boa surpresa.
Você sempre espera enfrentar algum tipo de prejuízo, apesar de há muito poucas famílias gays neste bairro.
Espera-se sempre encontrar algum tipo de preconceito
O John é muito inteligente e sabe que tem um pai e um papa, ao passo que outras crianças têm a sua mãe e seu pai.
Mas há dois outros casais homossexuais na escola, assim ele não se sente completamente sozinho.
Dizemos-lhe que as famílias vêm em todas as formas e feitios e explicar lhe-emo mais adiante quando ele começar a fazer mais perguntas.mos-lhe que
Para ser honesto, nós simplesmente não pensamos muito neste assunto, porque daquí a 10 anos, a sociedade provavelmente será muito mais aceitativa e receptiva - do mesmo modo que é muito mais tolerante do que uma década atrás.
Nós dois temos um papel igual na criação das crianças.
Temos tanto trabalho, por isso temos uma ama e isso é ótimo pois assim as crianças têm também um modelo feminino numa base diária.
Quanto à nossa capacidade de paternidade, tudo acontece naturalmente.
Quando adoptamos pela primeira vez, as pessoas diziam-nos que vocês não sabem no que se estão a meter, mas na verdade achamos muito fácil.
É extremamente gratificante.
Soube do debate no Reino Unido.
Você tem que perguntar se é melhor para as crianças a ficar em orfanatos ou casas residenciais, quando existem todas estas famílias saudáveis, que têm tanto amor para dar.
A questão não é se os pais são solteiros ou um casal, gay ou hetero, mas o quanto elas têm a oferecer para a criança.
"Nós temos recebido bastante apoio e boa vontade "
Lewis Campbell, 44, e James Russell, 38, adoptaram Sarah (nome fictício), de dois anos e meio atrás .
Lewis diz:
James e eu nunca pensámos que iriamos ter uma família, mas a irmã de James tem todos os tipos de problemas e decidiu, quando ela estava esperando seu segundo filho, que ela iria colocá-la para adoção.
Nós achamos que esse não seria um começo muito bom para a criança, e nós simplesmente não suportariámos a idéia de, mais tarde, ao passar por uma criança na rua e não saber se era a filha dela.
E não havia nenhuma boa razão para que nós não pudéssemos oferecer à criança um lar.
Um dia, decidimos: "Vamos fazer isso!".
As autoridades locais foram impecáveis neste caso .
Eu acho que eles reconheceram o valor de manter a Sarah na sua família.
Também, não era como se fôssemos estranhos para as crianças.
A mãe do james tem apadrinhado criinças toda a vida , e eu sou o mais novo de nove filhos em numa família onde há 28 netos.
Claro, que tivemos sempre em linha de conta o preconceito que poderíamos enfrentar, mas temos recebido, sobretudo apoio e votos de felicidades.
A principal crítica que enfrentamos foi a da igreja.
Lembro-me de quando a Sarah foi crismada , uma senhora idosa perguntou onde astava a mãe, e quando dissemos que Sarah era nossa filha adotivga, ela deixou bem claro como ela estava enojada e escandalizada.
A principal resposta que obtemos é surpresa.
Fomos muito recentemente a uma loja de roupas para comprar um vestido para a Sarah ir ao casamento de um amigo nosso e a lojista disse: "A sua esposa não pôde vir?".
Quando lhe expliquei ficou vermelha.
Procuro sempre pôr as pessoas à vontade neste tipo de situações. Elas não sabem
A Sara tem agora dois anos e meio .
Ela tinha apenas 10 semanas quando a trouxemos e ela não sabe nada mais.
Como ela vai à creche, pergunta pela mãe e nós dizemos-lhe que ele não está cá.
Quando for mais velha e para poderr compreender a verdade, iremos contar-lhe.
James trabalha quatro dias por semana e eu trabalho cinco.
A filha mais velha da ama perguntou outro dia por é que a Sarah tem dois pais, e a ama explicou que assim como um homem e uma mulher pode amar um ao outro e ter uma família, assim também podem um homem e um homem ou uma mulher e uma mulher .
Ela ficou muito feliz com essa explicação, e acho que vou tomar esse rumo quando Sarah me fizer mais perguntas.
Mais preocupante para mim é como as outras crianças conviverão com a Sarah.
Eu me preocupo-me um pouco sobre a possibilidade de os outros poderem provocá-la ou de ela ser vítima de alguma forma de bullying.
A razão que nós decidimos nos casar em junho é em grande parte por causa de Sara. Nós preocupamo-nos com a possibilidade,de se James, que efectivamente adoptou a Sarah, vier a falecer, como é que será a minha situação legal como pai da sara?
Ninguém parece ser capaz de nos dar respostas claras e casamento pareceu uma maneira de resolver isso.
Além disso, o tempo passa de e chegou o momento certo para nós fazermo-lo.
Tanto james como eu já não podemos imaginar nossas vidas sem a Sarah .
É por isso que eu acho que as colunas nas manchetes (sobre este assunto da adopção gay) neste momento, é vergonhosa.
É o fanatismo de uma forma muito evidente, eo que é pior, é que vem do próprio grupo de pessoas que se supõe a ser amorosas e dar e compreensão aos outros.
"Quando eu tentei adoptar no Reino Unido, nem sequer fui autorizado a a aplicar protector solar nos meus filhos".
Ivan Massow, 39, é empresário, político e amante da arte. Ele vive em Espanha e no Reino Unido.
"Eu apadrinhei quatro crianças durante um ano .
Ajudei um parente de um trabalhador, cujos filhos tinham um histórico muito conturbado.
As crianças tinham a mesma mãe, mas cada uma delas tinha um pai diferente e eles não gostavam que as crianças que vivessem comigo.
Eu já tinha, antes posto a possibilidade de adoptar.
Já trabalhei muitas vezes com a Associação Britânica de Adoção e Fomento, e eles gostariam que eu adoptasse.
Para ser honesto, eu nunca tinha planeado falar sobre isso, mas agora estou a planear ao olhar a coisa toda de novo nos próximos dois meses.
No entanto não acho que eu tentasse fazê-lo agora no Reino Unido.
Vivemos em um ambiente tão paranóico.
Quando eu tentei apadrinhar uma criança no Reino Unido, não me foi sequer autorizado a aplicar-sol creme de sol para as crianças.
Tive de telefonar meus advogados para saber se eu estava autorizado a fazê-lo.
Eles disseram que não, e eu tive que pedir a uma mulher que estava hospedada no mesmo hotel para fazê-lo.
Toda aquela experiência fez-me pensar como este país é desagradávelmente suspeituoso e horrível.
Nós levamos as regras a um extremo selvagem.
Em Espanha e França, que amam as crianças, e esse tipo de pensamentos nem sequer cabe na cabeça das pessoas.
É uma atitude completamente diferente daquela existente aquí no Reino Unido.
Nós passamos todas as marcas.
Eu fui o produto de uma infância que não foi fácil, e fui eu próprio adoptado.
Essa foi uma das razões porque eu quis fazê-lo.
Eu não estou a dizer que é perfeito para um homem solteiro como eu criar e educar uma criança, ou mesmo a fazê-lo se eu estivesse num relacionamento.
Minha decisão pessoal seria - se eu adoptasse - fazê-lo como um homem solteiro.
Eu gostaria de saber que havia uma estrutura subjacente que nunca iria mudar para a criança, se isso faz sentido.
Ao invés de arrastar alguém para isso, e porque poderia ser potencialmente instável, eu prefiro fazer isso sozinho e não ter um parceiro.
Penso que se uma criança teve problemas e dificuldades- se elas vêm de um fundo problemático - elas quererão saber que existem algumas coisas que não podem e não podemos , e que eles estão de alguma forma seguras.
Se estou só ou num um relacionamento , a minha sexualidade terá muito pouco impacto nas minhas qualidades como um pai.
As crianças são muito capazes de entender rapidamente a sexualidade.
Ser educado por um homossexual, certamente não transformará as crianças em gays - muito pelo contrário, ao que parece.
Eu nunca vi um adulto gay que fosse o produto de pais gays.
É estranho para mim ver que as crianças que eu tentei apadrinhar estão agora de volta ao mesmo ambiente que antes eu tomar conta delas.
Elas estão a viver em em quintas, elas vão crescer no crime.
Comigo, teriam sido educadas numa casa, elas teriam tido tudo, e que teriam sido amadas. Elas gostavam de mim.
E as crianças sabiam da minha sexualidade desde o primeiro dia.
Apenasa criança mais nova não sabia, obviamente, ela não teria entendido o que estávamos falando.
As outras crianças achavam engraçado.
Além disso, elas gostavam genuínamente de ter alguém que era sólido e estável, e que cuidava delas e passou algum tempo com elas e que ralhava com elas quando não lavavam os dentes.
Num mundo realmente perfeito, talvez fosse melhor para as crianças que estas fossem educadas por um casal de homens e mulheres casados.
Mas, como sabe, não é um mundo perfeito.
Vou fazê-lo novamente.
Só não o vou fazer no Reino Unido.
E a criança que eu adoptar terá segurança ,será e amado, e não maltratado.
Eu não sei o que algumas pessoas pensam que os gays fazem, mas eu gosto de gajos - e não três anos de idade.
'A questão é sempre como se olha e vê a sociedade "
(in "The Independent" 25 de janeiro de 2007)
sugestão:ver http://www.2dads.org/
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sugestão:ver http://www.2dads.org/
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Nota: Aceitar-se-ão quaisquer contribuições para este artigo na forma de experiências reais vividas...
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Links relacionados:
A Adoção por pessoas do mesmo sexo
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Links relacionados:
A Adoção por pessoas do mesmo sexo
A adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo: prós e contras-as opniões dividem-se...
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SERGIODAUDE
on terça-feira, 23 de março de 2010
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A questão da adoção de crianças por casais do mesmo sexo tem-se revelado a nível internacional um tema polémico e bastante controverso.
Este tópico tem sido motivo de acalorados debates pois é um assunto ( de alguma forma tabú) que "mexe" e "joga" com muitos dos estereótipos de uma sociedade predominantemente heterosexual acerca da "minoria" homosexual (homofobia), na qual é também prevalecente toda uma construção de fundo moral e religioso assente na ética judaico-cristã (etica também partilhada pelo islamismo).
Este é um tema que pelas suas características urge discutir, falar, e sobretudo analisar e desmistificar, até pela sua implicação na vida das crianças que poderão, no caso da realidade portuguesa, que ainda não permite a adopção de crianças por casais do mesmo sexo, vir a ser adoptadas caso o diploma de lei referente a esta questão venha a ser aprovado e implementado.
Este artigo (este post) procura clarificar um pouco mais a questão da adopção por casais do mesmo sexo, procurando dar a conhecer os principais argumentos pró e contra, e ao mesmo tempo desmistificar alguns preconceitos relacionados com este assunto.
Deste modo este artigo não toma uma posição específica, nem tem por intuito influenciar ou partidarizar-se com qualquer das posições quer a favor ou contra a adopção por casais não heterossexuais ou mais especificamente por casais homossexuais.
Existe portanto aquí uma tentativa de analisar e abordar este assunto (da adoção Gay) da forma mais rigorosa e imparcial possível.
No dia 8 de Janeiro deste ano (2010) foi aprovado pela Assembleia da República, a proposta de lei que legalizava a união cívil entre pessoas do mesmo sexo, tendo as discussões finais, bem como a respectiva aprovação da lei no dia 11 de fevereiro deste mesmo ano.
No dia 15 de Março o Presidente da República (Pr. Aníbal Cavaco Silva), enviou ao Tribunal Constitucional "o diploma sobre o casamento homossexual " porque tinha “dúvidas” quanto à sua constitucionalidade, mas escusou-se a responder porque não enviou o artigo sobre a adoção.
Questionado porque razão requereu ao TC a fiscalização preventiva de quatro dos
cinco artigos do diploma que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo
sexo, o chefe de Estado argumentou ter dúvidas quanto à sua constitucionalidade.
“Com certeza porque tinha dúvidas quanto à constitucionalidade”, afirmou, em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Sport Grupo Sacavenense,
que comemora este ano o seu 100º aniversário.
Interrogado porque não enviou igualmente para o TC o artigo do diploma que exclui a possibilidade da adoção para as pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo, Cavaco Silva não respondeu.
A decisão do Presidente da República de requereu ao TC a fiscalização preventiva
das normas de quatro artigos do diploma que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi conhecida no sábado.
De acordo com uma nota divulgada na altura no ‘site’ da Presidência da República, “o requerimento de fiscalização da constitucionalidade foi acompanhado de um parecer jurídico subscrito pelo Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral”.
A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento em votação final global a 11 de fevereiro, com votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes.
Seis deputados do PSD abstiveram-se. O CDS-PP e a maioria da bancada social democrata votaram contra o diploma, bem como as duas deputadas independentes eleitas pelo PS.
Segundo a Constituição, o Tribunal Constitucional deve pronunciar-se no prazo de vinte e cinco dias sobre o pedido de fiscalização preventiva."
Comecemos por analisar primeiramente e para início de conversa o conceito de adoção e a actual lei "geral" da adopção existente em Portugal.
Antes de mais o que é e no que consiste adopção?
A adopção é dentro do chamado Direito Cívil um acto júridico no qual um indivíduo (uma pessoa) é assumida de uma forma permanente como filho (legal) de alguém (uma pessoa ou casal) que não é o seu pai biológico. E quando isto acontece o poder paternal (o direito à educação e os poderes que a lei confere aos pais) são transferidos dos pais biológicos ou mesmo (no caso dos adoptados serem orfãos) conferidos aos pais adoptivos.
Os pais adoptivos terão portanto a imcumbência a seu cargo de educar, criar, e providenciar todas as condições para que as crianças adoptadas (filhos) tenham todas as condições para que se venham a tornar pessoas física e emocionalmente saudáveis e se venham a tornar cidadãos de boa consciência cívica e perfeitamente integráveis na sociedade.
A educação dos filhos adoptivos , que na maior parte dos países é equiparada ao de um filho natural,deverá ter em conta o desenvolvimento emocional e o aquisição natural da orientação sexual.
Quais são as razões que de uma forma geral levam as pessoas a adoptar?
Não deixa de ser uma pergunta importante a se ter em conta.
De uma forma geral as pessoas (todas as pessoas e a pretensão dos casais do mesmo sexo não deverá mui decertamente ser alheia a estas motivações) adoptam por qualquer um dos motivos que se seguem:
• Impossibilidade de ter filhos biológicos
• Cimentar os laços com o cônjuge, no caso de adoção de filhos da esposa ou marido com um cônjuge anterior
• Ajudar uma ou mais crianças em dificuldades
• Fomentar a integração racial, no caso de adoção inter-racial .
Regimes de adopção e direitos conferidos à família adoptantes na lei portuguesa
A lei portuguesa consagra dois regimes de adopção.
Segundo o artigo da Wikipédia referente à adopção:
• Adopção plena: o adoptando torna-se filho dos adoptantes, tal como se fosse seu filho biológico.
• Adopção restrita: o adoptando retém direitos de filho da sua família biológica. O poder paternal passa para a família de adopção, mas a herança, obrigação de prestação de cuidados aos pais e registo de nascimento (entre outros) permanece em ligação aos pais biológicos. É igualmente proibido mudar o nome da criança por completo.
Em 2003, o tempo de avaliação dos adoptantes foi reduzido para um máximo de seis meses.
Em 2004, a lista de espera para adopção era estimada em mais de três mil adoptantes.
Nessa altura, surgiam em média quatro ou cinco novas condidaturas para adopção por dia.
O adoptante tem direito a 100 dias de licença paga, contra 120 dias para o nascimento de um filho biológico.
No caso de uniões de facto apenas casais de sexos diferentes (segundo a legislação actulmente em vigor) podem adoptar conjuntamente uma criança.
Não há nada que impeça qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, de adoptar a título individual uma criança em Portugal.
Até ao momento não há casos publicamente conhecidos de co-adopção por pessoas do mesmo sexo e há uma forte resistência dos legisladores em permitir este tipo de adopção."
A adopção por pessoas do mesmo sexo
Segundo a actual legislação às pessoas do mesmo sexo que vivam em união de facto segundo a lei das Uniões de facto estão consignados por aquela lei todos os direitos excepto o de adoptar, um direito que tem sido reclamado em Portugal tal como acontece em muitos outros países por esse mundo fora por muitas associações que promovem os direitos cívicos dos gays e associações LGBT (lesbian , gay and transgender).
Segundo um comunicado emitido pela ILGA portuguesa (Internacional Lesbian Gay and Transgender ) aquando das primeiras dicussões de dois anteriores projectos de lei em 2003:
"Não duvidamos, por um segundo sequer, que os interesses e direitos das crianças são soberanos e prioritários em relação a quaisquer outros. Por isso mesmo, temos o dever de chamar a atenção para o facto de que, enquanto muitos milhares de crianças estão em orfanatos e instituições onde não têm o carinho e a atenção de que necessitam, há muitos casais homossexuais excluídos da possibilidade de as adoptar, independentemente do seu nível moral, financeiro, cultural e afectivo. É nossa convicção que esta exclusão a priori é exclusivamente baseada no preconceito - e é prejudicial para todos, sobretudo para essas crianças. E esta nossa convicção é baseada em factos, e apoiada pela ciência.
A possibilidade de adopção por casais homossexuais existe em vários países europeus, incluindo o Reino Unido, a Holanda, a Suécia e a Dinamarca - e também em muitos Estados dos EUA. Há, por isso, dados disponíveis que devem ser considerados em qualquer análise séria da questão.
Uma sondagem efectuada nos EUA nos anos 90 revelava que a percentagem de mães entre mulheres lésbicas e mulheres heterossexuais era já muito semelhante (62% e 72% respectivamente), embora somente 27% dos gays inquiridos fossem pais de crianças contra 60% dos homens heterossexuais; estimou-se ainda que o número de crianças com um pai gay ou uma mãe lésbica estaria na ordem dos milhões.
Esta realidade permite já uma análise sólida. E essa análise é feita num relatório publicado em Fevereiro de 2002 pela American Academy of Pediatrics. As suas conclusões enfatizam a semelhança entre homo- e heterossexuais no exercício dos papéis parentais em aspectos como "atitudes parentais, comportamento, personalidade e ajustamento dos pais", sendo também semelhante o "desenvolvimento emocional e social da criança", assim como a "identidade de género e orientação sexual da mesma"."
O argumento de que filhos de gays e lésbicas tenderão a ser também gays e lésbicas é obviamente preconceituoso, porque pressupõe que ser gay ou lésbica é negativo - mas para além disso, é portanto factualmente errado (o que é confirmado ainda pela American Psychological Association)."
Em Portugal uma sondagem da revista feminina máxima refere que "a maioria dos portugueses é contra a adopção de crianças por casais homossexuais, de acordo com uma sondagem publicada, segunda-feira, no jornal «Público».
Segundo uma sondagem divulgada, hoje, pelo jornal «Público» 58 por cento dos
portugueses não concorda com a adopção de crianças por casais do mesmo sexo,
defendida por apenas 29 por cento dos inquiridos.
Cerca de 13 por cento dos inquiridos não sabe ou não responde."
"A adopção por homossexuais ainda divide os técnicos de saúde mental em Portugal.A polémica foi lançada pelo presidente da Comissão de Acompanhamento da Lei da Adopção, Luís Villas-Boas, que afirmou que mais vale uma criança passar toda a vida numa instituição à «infelicidade de ser educado por homossexuais», porque tal irá interferir com a sua «sexualidade natural».
Entre os técnicos ouvidos pelo jornal as opiniões dividem-se: há quem defenda que a aptidão para ser pai não se mede pela orientação sexual e quem veja risco acrescido de problemas mentais nas crianças educadas por casais do mesmo sexo."
(Notícia TSF.)
Antes de se analisarem mais detalhadamente as várias opiniões favoráveis ou não respeitantes à adopção de crianças por casais do mesmo sexo importa antes de mais definir e clarificar alguns conceitos como elocubrar alguns estereótipos frequentemente aceites sobre a Homossexualidade.
Homossexualidade o que é?
De uma forma geral a homossexualidade, uma das três principais categorias de orientação sexual, juntamente com a bissexualidade e a heterossexualidade, poderá ser definida no âmbito da psiquiatria como sendo um atributo, característica ou qualidade de um ser — humano ou não — que sente atração física, emocional e estética por outro ser do mesmo sexo.
Como uma orientação sexual, a homossexualidade se refere a "um padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas principalmente entre pessoas do mesmo sexo"; "o termo também refere-se a um indivíduo com senso de identidade pessoal e social com base nessas atrações, manifestando comportamentos e aderindo a uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma orientação sexual."
Estereótipos associados à homossexualidade
Alguns dos estereótipos mais comumente acerca da homossexualidade e dos indivíduos homossexuais mais frequentes são:
• Os homossexuais são mais promíscuos e solitários do que os heterosexuais;
• A homossexualidade está ligada à pedofilia;
• Os homossexuais não discernem na sua atração pelo mesmo sexo;
• Nas relações homossexuais, tal como nas heterossexuais, é universal e inevitável a presença de um indivíduo de papel "feminino" (passivo) e de um papel "masculino" (ativo);
• A homossexualidade é uma escolha.
De acordo com o mesmo artigo da Wikipédia sobre a homossexualidade:
"Não há razões concretas e cientificamente válidas para acreditar que os homossexuais têm maior tendência para a promiscuidade que os heterossexuais.
Uma imagem que resultaria possivelmente de bares gays serem o local mais frequentemente associado aos ditos e se interpretar que estes serão locais de procura de parceiros, e pela classificação anterior da homossexualidade como uma desordem de natureza exclusivamente sexual.
Uma imagem que resultaria possivelmente de bares gays serem o local mais frequentemente associado aos ditos e se interpretar que estes serão locais de procura de parceiros, e pela classificação anterior da homossexualidade como uma desordem de natureza exclusivamente sexual.
Em parte dessa mesma interpretação da homossexualidade como desordem decorre a noção de que não são discernentes na sua procura de parceiros - subtil mas frequentemente observada na ocasião de pessoas heterossexuais que imediatamente reagem como temendo desmedidamente a possibilidade da atracção de um homossexual pelos próprios.
Quanto a solidão, os homossexuais possuem as mesmas necessidades de amar e serem amados e de criar vínculos afetivos com outras pessoas sustentando relações monogâmicas duradouras assim como os heterossexuais.
Mais uma vez ligada à interpretação da homossexualidade como disfunção está a sua associação à pedofilia, suportada pela tendência de os casos de pedofilia publicitados (e.g, em Portugal, o caso "Casa Pia") observarem-se com maior frequência entre homens adultos e crianças ou adolescentes do mesmo sexo.
Cientificamente, assevera-se que não há maior predisposição para o abuso sexual infantil conforme determinada sexualidade, sendo a pedofilia resultante de condição psíquica e não ligada à orientação sexual.
A ocorrência da atribuição de um papel masculino e feminino a cada um envolvido numa relação homossexual é, essencialmente, falsa, sendo os traços associados a cada um, tanto em termos gerais como na actividade sexual, partilhados.
Há, no entanto, e contribuindo para este conceito generalizado, a ocorrência de indivíduos homossexuais que, na sua afirmação da sua sexualidade, ou pela sua própria personalidade, assumem comportamentos e, por exemplo, aparência exterior (principalmente, roupas) tipicamente atribuídos ao sexo oposto, mas esta ocorrência é relativamente reduzida e altamente específica, embora seja, obviamente, altamente visível.
Ao contrário do que muitos pensam (incluindo próprios homossexuais) esse comportamento não está directamente relacionado com a forma como estas pessoas fazem sexo (por exemplo um homem homossexual com aparência "feminina" não é necessariamente o que faz de "passivo" tal como uma mulher com aparência "masculina" não é necessariamente a pessoa que "controla" a situação).
Finalmente, a homossexualidade não é uma escolha mas uma atração sexual e emocional por indivíduos do mesmo sexo que surge de forma espontânea e inesperada, assim como a heterossexualidade."
Em adenda ao estereótipo que associa vulgarmente a homossexualidade à pedofília é importante referir aludindo e que procura relacionar uma coisa com outra é importante referir que a pedófilia é segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma doença mental e um disturbio de personalidade de um indivíduo adulto, independente mesmo do seu sexo.
Neste porém o artigo da Wikipédia referente ao tópico pedófilia expressa-se deste modo:
"Em 1979, uma petição apoiada por grupos não-pedófilos (sexólogos, homossexuais, feministas, trabalhistas) chegou a ser apresentada ao Parlamento neerlandês, sem sucesso no sentido de combater o abuso sexual de crianças até então tolerado naquele país.
Várias alegadas entidades foram fundadas onde a legislação era tolerante ou omissa.
A reação social passou a desmascarar as intenções dos indivíduos que utilizavam o discurso pró-pedofilia, o que levou os grupos de pedófilos neles imiscuidos a serem expulsos, a partir de 1994, da ILGA, a confederação mundial de grupos GLBT, que então proclamou oficialmente a dissociação de pedofilia e homossexualidade, rechaçando expressamente os portadores daquela anomalia."
Noventa por cento dos abusos de crianças são cometidos por homens heterossexual Num estudo de 269 casos de abuso de crianças, apenas dois agressores sexuais eram gays e lesbicas.
Dos casos que envolviam melestamento de rapazes menores por homens, 74 percento dos homens eram ou tinham estado envolvidos numa relação heterossexual com a mãe do rapaz ou outra parente próxima.
O estudo concluíu que "O risco de se ser molestado pelo companheiro do seu ou sua parente heterossexual partner é cerca de 1o% maior do que por alguém que poderia ser identificável como sendo gay , lésbica ou bissexual ."
Analizemos agora alguns dos Prós defendidos por aqueles que apoiam ou não obstam a adopção de crianças por casais do mesmo sexo:
Prós
• Não há evidência que sugira que Gays e Lésbicas não possam ser bons pais. (pelo contrário... há a evidência que demonstra que TEM AS MESMAS PROBABILIDADES de serem bons pais quando comparados com os casais de sexo oposto.
Ou seja... não se trata de "poderem ser bons pais", trata-se de dizer que está demonstrado por A+B que "SÃO tão bons pais" como os casais de sexo oposto.)
• Ambientes familiares com pais gays e lésbicas poderão ser tão súsceptíveis de apoiar o desenvolvimento de uma criança como os dos meios familiares heterossexuais.
Ou seja... não se trata de "poderem ser bons pais", trata-se de dizer que está demonstrado por A+B que "SÃO tão bons pais" como os casais de sexo oposto.)
• Ambientes familiares com pais gays e lésbicas poderão ser tão súsceptíveis de apoiar o desenvolvimento de uma criança como os dos meios familiares heterossexuais.
• Uma boa capacidade paternal não é influenciada pela orientação sexual. Além disso, é muito profundamente influenciada pela capacidade dos pais to create um lar amoroso e acolhedor. Uma capacidade que não depende do facto dos pais serem gays ou normais.
• Não há evidência que sugira que os filhos de pais gays e lésbicas sejam menos inteligentes, sofram mais problemas, sejam menos populares, ou tenham mais baixa auto-estima que os filhos de pais heterossexuais.
• Os filhos de pais gays e lésbicas podem crescer tão felizes, saudáveis e bem ajustados como os filhos de pais gays e lésbicas.
A American Psychological Association (associação Americana de psicologia),num relatório recente sumarizando a pesquisa , observou que nem um estudo dos efectuados revelou que as crianças criadas por casais gays e lésbicas estivessem sobre qualquer aspecto em desvantagem, nalgum aspecto significante em aos filhos de casais heterossexuais," e concluíu que "os ambientes familiares onde existem pais gays ou lésbicas são tão capacitados como os heterossexuais para prover ajuda e apoi ao desenvolvimento emocional e psicosocial das crianças."
É por isso que a Child Welfare League of America (Liga para o bem-estar das Crianças da América), a organização mais antiga de defesa dos direitos das crianças daquele país, e o (Conselho Norte-Americano de Crianças para Adopção) North American Council on Adoptable Children diz que gays e lésbicas deverão ser tratados e avaliados nos seus respectivos processos de adopção como quaisquer outros candidatos.
- Um problema igualmente importante no que se relaciona com a adopção de crianças em sí é a insuficência de casais heterossexuais que queiram de facto adoptar crianças, seja de forma plena e restricta.
Um problema acrescido é também o facto de muitas crianças que não são brancas continuarem a ser rejeitadas por muitos casais candidatos a adoptantes.
Em muitos países há também o problema de muitas crianças que se encontram em famílias de acolhimento mudarem frequentemente de lar o que dificulta o estabelecimento de referências pessoais e poderá causar alguma desestabilidade no seu crescimento emocional, pois não existe um sentimento de pertença a um meio familiar.
Todos os argumentos anteriores sustentam a inexistência de qualquer impacto da orientação sexual dos pais no desenvolvimento psicosocial dos filhos.
É tempo agora de analisarmos os argumentos mais comuns contra a adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo:
Argumentos contra a Adopção de crianças por casais do mesmo sexo:
1- A evidências demonstradas e apresentadas pelas ciências sociais são concordantes que the o melhor ambiente para o bem estar das crianças é um ambiente com um pai e uma mãe.
Um ambiente homossexual, por outro lado, pode modelar o comportamento sexual das crianças para um comportamento homossexual.
Num estudo públicado em Janeiro de 1996 num artigo da Developmental Psychology (Psicologia do Desenvolvimento), as pesquisadoras britânicas Susan Golombok e Fiona Tasker descobriram que crianças criadas por um pai homossexual tendiam a mais probabilidades de ter comportamentos homossexuais.
Baseadas nas suas descobertas, Golombok and Tasker reconhecem que “criar um clima de aceitação ou rejeição da homossexualidade no seio da famíliawit, os pais podem ter alguma influência no comportamento gay, lésbico ou heterossexual.
2-Estabilidade é a chave para criar uma criança emocionalment e mentalmente saudável; casais em união de facto ou casais homossexias simplesmente não poderão dar a estabilidade que os casais casados podem dar.
"As crianças necessitam de figuras modelo ambos masculina efeminina.
Toda a criança tem o direito a ter um pai e uma mãe.
Os activistas homossexuais pões os seus desejos acima dos direitos destas crianças de terem uma possibilidadehave de terem uma vida familiar normal com uma mãe e um pai.
3-Uma grande mão-cheia de evidência, as grandes religiões, o senso comum e a observação diz-nos que as crianças têm mais hipótese de prosperar em famílias baseadas em pai e mãe.
Porque não dar às crianças a possibilidade de terem uma vida normal numa família normal e uma vida familiar normal em vez de usá-las para fazer delas uma reinvindicação social
( a social statement)?
( a social statement)?
4-As lésbicas e os gays são mais susceptíveis a abusar as crianças.
Nos Estados Unidos tem-se inclusive utilizado o seguinte argumento:
5- "É um mito dizer-se que as crianças que são de dificíl adopção (crianças que sofrem de alguma patologia específica, HIV por exemplo ou outra e as crianças de grupos étnicos minoritárioas) não têm outra opção.
Grupos como o Adopt America têm milhares de casais casados e heterossexuais dispostos a adoptar até crianças com HIV".
Esta é tal como referí no início do meu artigo, uma questão bastante controvérsa para a qual gostaria de convidar os possíveis leitores a debater e contribuir com os seus comentários e opiniões no fórum desigualdade de direitos, bem como no chats DESIGUALDADE DE DIREITOS do MSN e do yahoo deste site, para o qual encontrarão as respectivas hiperligações nao botão fóruns da barra de naveçação.
Poderão contribuir com todo o tipo de comentários Prós e Contra.
Todas as opiniões são relevantes.
Bibliografia em favor da adopção e sobre o tópico adopção por pessoas do mesmo sexo:
Bailey, J.M., Bobrow, D., Wolfe, M. & Mikach, S. (1995), Sexual orientation of adult sons of gay fathers, Developmental Psychology, 31, 124-129; Bozett, F.W. (1987). Children of gay fathers, F.W. Bozett (Ed.), Gay and Lesbian Parents (pp. 39-57), New York: Praeger; Gottman, J.S. (1991),
Children of gay aparend lesbian nts, F.W. Bozett & M.B. Sussman, (Eds.),
Homosexuality and Family Relations (pp. 177-196), New York: Harrington Park Press; Golombok, S., Spencer, A., & Rutter,
M. (1983), Children in lesbian and single-parent households: psychosexual and psychiatric appraisal,
Journal of Child Psychology and Psychiatry, 24, 551-572; Green, R. (1978),
Sexual identity of 37 children raised by homosexual or transsexual parents,
American Journal of Psychiatry, 135, 692-697; Huggins, S.L.
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Esclarecimento e rectificação:
Recebí o seguinte mail do sr. João Paulo editor do Portugalgay.pt tendo no ponto por ele indicado efectuado a rectificação por ele sugerida que se prendeu adequada.
Date: Tue, 23 Mar 2010 23:44:16
Subject: Re: [DESIGUALDADE DE DIREITOS] A adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo: p...
From: info@portugalgay.pt
"Boa noite,
Algumas notas:
1. a "Associação ILGA Portugal" não é o mesmo que a ILGA em Portugal...
a "Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bi e Transgénero" é uma associação independente da "ILGA - International Lesbian Gay Association" e não há nenhum relacionamento especial de dependência apesar dos nomes similares, excepto o facto da "ILGA Portugal" fazer parte da ILGA tal como acontece com o site PortugalGay.pt, por exemplo.
2. "• Não há evidência que sugira que Gays e Lésbicas não possa ser bons pais."
de resto parece-me um óptimo documento de apresentação da situação.
cumprimentos.
João Paulo"
(editor)
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Artigos relacionados:
Exemplos de Adoção Gay
Recebí o seguinte mail do sr. João Paulo editor do Portugalgay.pt tendo no ponto por ele indicado efectuado a rectificação por ele sugerida que se prendeu adequada.
Date: Tue, 23 Mar 2010 23:44:16
Subject: Re: [DESIGUALDADE DE DIREITOS] A adopção de crianças por pessoas do mesmo sexo: p...
From: info@portugalgay.pt
"Boa noite,
Algumas notas:
1. a "Associação ILGA Portugal" não é o mesmo que a ILGA em Portugal...
a "Associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bi e Transgénero" é uma associação independente da "ILGA - International Lesbian Gay Association" e não há nenhum relacionamento especial de dependência apesar dos nomes similares, excepto o facto da "ILGA Portugal" fazer parte da ILGA tal como acontece com o site PortugalGay.pt, por exemplo.
2. "• Não há evidência que sugira que Gays e Lésbicas não possa ser bons pais."
de resto parece-me um óptimo documento de apresentação da situação.
cumprimentos.
João Paulo"
(editor)
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Artigos relacionados:
Exemplos de Adoção Gay
Parlamento Português aprova projecto de lei sobre união cívil de pessoas do mesmo sexo
Publicada por
SERGIODAUDE
on domingo, 21 de fevereiro de 2010
Etiquetas:
Direitos LGBT
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A Assembleia da República Portuguesa aprovou no passado dia 8 de Janeiro de 2010 o projecto de lei que visa o acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo com exclusão de adopção (um outro tema ainda polémico), com 126 votos a favor, 96 votos contra e 7 abstenções.
A lei foi no entanto aprovada no dia 11 de Fevereiro de 2010 estando ainda a aguardar pela ratificação e promulgação pelo Presidente da República (a quem cabe além da ratificação da mesma lei também o direito de veto ou reenvio da mesma lei para o Tribunal .Constitucional.
No debate parlamentar na Assembleia da Republica sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo o Partido Socialista (P.S.), o Partido Ecologista os Verdes (PEV), o Partido Comunista (P:C.P.) e o Bloco de Esquerda (B.E.) votaram unanimemente a favor, com os votos contra do CDS-PP e do Partido Social Democrata.
No mesmo debate o partido Social democrata apresentou um projecto alternativo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo que foi rechaçado por todos os partidos de esquerda com assento parlamentar.
No fim da reunião de Conselho de Ministros que teve lugar no dia 17 de Dezembro de 2009 , o Governo Português aprovou as alterações ao Código Cívil que permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda que estas disposições excluam de forma claramente explícita a possibilidade de adopção por parte daqueles nubentes.
A moção apresentada pelo Primeiro – Ministro José Sócrates, líder do Partido Socialista no dia 18 de Janeiro de 2009 definia como objectivos entre outros , a obtenção de uma maioria absoluta, “o combate a todas as formas de discriminação e a remoção de todas as barreiras existentes a nível jurídico ao casamento de pessoas do mesmo sexo”.
Fontes daquele partido adiantaram contudo não estar nos planos do partido permitir a adopção de crianças por parte de pessoas do mesmo sexo embora esta seja uma matéria que não tenha sido posta de parte por outros partidos políticos.
História do Projecto de lei sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo
Já anteriormente em Fevereiro de 2006 (o Bloco de Esquerda ) e em Março de 2006 (o Partido Ecologista – P.E.) tinham apresentado dois projectos de lei, que no entanto só ficaram agendados para serem discutidos em plenário na Assembleia da República em Setembro de 2008 tendo sido a data agendada a de 10 de Outubro de 2008.
Ambas as propostas foram chumbadas com os votos contra do CDS-PP, PSD e PS.
Tanto o PCP como o Partido Ecologista os Verdes (PEV) votaram na proposta do PEV. O Bloco de Esquerda votou na sua própria proposta, mas absteve-se na votação da proposta do PEV.
A votação daquelas propostas de lei foi polémica tendo alguns dos deputados do PSD se abstido e Paulo Pereira Coelho deputado do PSD contrariado a posição oficial do seu partido e votado no projecto do PEV.
A aprovação pelo parlamento português da lei que permite os casamentos entre pessoas do mesmo sexo torna Portugal no 10º país do mundo a par com os Países Baixos, a Bélgica, a Africa do Sul, Espanha, Canadá, Noruega, Suécia, e mais recentemente com o Luxemburgo e a Aústria.
A Aprovação da lei que permite os casamentos entre pessoas do mesmo sexo poderá ser vista como um marco importante da democracia parlamentar pois permite incluir os homossexuais no processo civil e a remoção de uma importante barreira existente no código civil.
Em 2001 a Assembleia da República aprovou o diploma de lei que estabelecia a figura júridica das uniões de facto e que se aplica tanto a casais hetero como homossexuais , muito embora em termos jurídicos os direitos adquiridos através de uma união de facto não sejam os mesmo que os adquiridos mediante uma união civil, sendo os direitos adquiridos através de uma união de facto válidos após 2 anos de vida em comum.
Alguns dos direitos reclamados pelos casais homossexuais em Portugal
-Direitos negados independentemente da duração da relação
• (até bem pouco tempo) Não podiam aceder ao casamento civil.
• Não podem formalizar legalmente a sua união.
• Não adotam sobrenome do parceiro.
• Não participam de programas do Estado vinculados à família.
• Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.
• Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.
• Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge.
• Não adotam filhos em conjunto.
• Não podem adotar o filho do parceiro.
• Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira.
• Não têm licença maternidade/paternidade se o parceiro adota filho.
• Não recebem abono-família.
• Não têm direito à herança ou protecção de doações em vida como herdeiros legitimários.
• Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.
• Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.
• Não acompanham a parceira no parto.
• Não podem autorizar cirurgia de risco.
• Não têm direito a visita hospitalar ao parceiro (política dependente do serviço de saúde).
• Não podem receber poupanças como aforro e dividendos ou acções em sociedade Anónimas no caso de óbito do parceiro sem pagamento de Imposto de Selo.
• Não têm garantia de acesso ao crédito à habitação conjunto (política dependente de banco para banco).
Direitos negados para relações com menos de 2 anos de morada comum
• Não inscrevem parceiro como dependente de funcionário público.
• Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido.
• Não podem fazer declaração conjunta do IRS.
• Não abatem do IRS gastos médicos e educacionais do parceiro.
• Não podem deduzir no IRS o imposto pago em nome do parceiro.
• Não dividem no IRS os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros.
• Não são reconhecidos como entidade familiar.
• Não têm suas ações legais julgadas pelos Juízos de família.
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