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Tensão entre Durão Barroso e Nicolau Sarkhozy na cimeira europeia por causa da expulsão de ciganos em França

O clima foi de tensão na cimeira extraordinária da União Europeia, entre Durão Barroso e o presidente francês Nicolau Sarkhozy.
Segundo o diário "Económico online" :
Comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, apontou o dedo a Paris e classificou como “vergonhosa” a decisão do governo francês em expulsar ciganos.
O verniz estalou ontem em Bruxelas quando a comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, apontou o dedo a Paris e classificou como "vergonhosa" a decisão do governo francês em expulsar 8.300 imigrantes ilegais de etnia cigana.
Ciganos expulsos da França aguardam embarque
 Reding foi mais longe e deixou claro que vai pedir ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a abertura com urgência de um processo legal contra a França, o que pode levar a um processo no Tribunal de Justiça da União Europeia.
Em Bruxelas, o ministro francês da Imigração, Eric Besson, garantiu que a França vai continuar com as políticas de combate à imigração ilegal do presidente Nicolas Sarkozy, mas garantiu que nenhuma expulsão foi feita por motivos étnicos.
O porta-voz do ministério francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Valero, reagiu com "espanto".
"Não é com este tipo de declaração que podemos melhorar a situação dos ciganos, o que tem sido a nossa preocupação", disse Valero.
O governo francês não acatou o pedido dos deputados europeus, que apelaram ao fim da deportação de ciganos oriundos da Roménia e Bulgária.
Ontem, partiu de Marselha com destino a Bucareste mais um voo com 69 ciganos expulsos.
As declarações de Reding surgiram depois ter sido divulgada pela imprensa um documento secreto do governo francês, datado de 5 de Agosto e assinado pelo ministro da Administração Interna, Brice Hortefeux, no qual é dito que deve ser dada "prioridade" ao desmantelamento de acampamentos ilegais e à expulsão de ciganos.
(ver a notícia original)
De acordo com o jornal o Público:
Barroso e Sarkozy discutiram por causa da expulsão de ciganos por Paris
16.09.2010 - 10:01 Por PÚBLICO
Durão Barroso e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, tiveram uma conversa “muito violenta” sobre a questão da expulsão dos ciganos durante a hora de almoço em Bruxelas, disse o primeiro-ministro búlgaro, Boiko Borissov.
O almoço dos dois líderes europeus não foi pacífico (Francois Lenoir/REUTERS)
A presidência da União Europeia, actualmente assegurada pela Bélgica, frisou hoje que a Comissão tem a obrigação de zelar pelo cumprimento dos tratados, incluindo aqueles que impedem que minorias sejam tratadas no território dos Vinte Sete como a França está a fazer no caso das deportações de ciganos romenos e búlgaros.
O derrapar do tom da conversa foi confirmado por outras fontes à AFP.
Face às críticas de Sarkozy contra Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia “recordou, e defendeu vigorosamente, a instituição e o papel da Comissão”, disse fonte próxima das discussões do Conselho Europeu, citada pela agência noticiosa francesa.
O primeiro-ministro belga, Yves Leterme, que assume a presidência semestral da União Europeia, insistiu logo de manhã, ao acolher os líderes dos Vinte e Sete, que a Comissão tem a obrigação de zelar pelo cumprimento dos tratados.
Isso inclui aqueles que impedem que minorias sejam tratadas no território europeu como a França está a fazer no caso das deportações de ciganos romenos e búlgaros.
Absteve-se no entanto de comentar o aspecto que mais enfureceu Paris nas críticas feitas pela comissária da Justiça e Direitos Humanos, Viviane Reding: a comparação das expulsões dos ciganos em França com as deportações que ocorreram durante a II Guerra Mundial.
A Comissária Europeia Viviannne Reeding
 Reding acabara ainda ontem, de resto, por vir pedir desculpas publicamente por estas afirmações – uma retracção que foi acolhida em França com um seco reconhecimento de que fora feita e continuado ultraje.
 “É escandaloso que um membro da Comissão possa fazer declarações como as que fez Reding”, reiterou já esta manhã o primeiro-ministro francês, François Fillon.
Já também em Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu, Fillon asseverou ainda que a França apresentará provas de imediato de que está a actuar em conformidade com as leis na política de desmantelamento dos acampamentos ciganos e expulsão destas pessoas para os seus países de origem.
(ver a notícia original em o "Público online")
Em Portugal a Assembleia da República rejeitou o voto de condenação aos ciganos da França:
"Foi rejeitado no Parlamento, esta sexta-feira, o voto de condenação ao governo de França pela expulsão de ciganos, apresentado pelo Bloco de Esquerda.Apesar do “chumbo” a questão provocou algumas divisões nas bancadas de assento parlamentar. PSD, PS e CDS-PP votaram contra, à excepção de 15 socialistas e um social-democrata, que se abstiveram.
O vice-presidente da bancada do PS Sérgio Sousa Pinto votou a favor da resolução bloquista.
António Preto e José Eduardo Martins (PSD), Eduardo Cabrita, Marques Júnior, João Soares e Osvaldo de Castro (PS) entregaram declarações de voto no final."
(ver a notícia original publicada pelo jornal "A Bola" )
Artigos relacionados
- A França começou a deportar ciganos
- França quer repatriar ciganos romenos e búlgaros

Activistas do movimento feminista FEMEN marcaram presença no 19ºaniversário da Ucrânia

Hoje dia 25 de Agosto assinalaram-se em Kiev, na Ucrânia os 19 anos da independência daquele país.
As comemorações do 19ºaniversário da independência nacional da Ucrânia ficaram também assinaladas pela presença de activistas do movimento FEMEN que procura defender naquele país os direitos das mulheres e procura lutar contra o turismo sexual, a escravatura sexual e alguns outros males sociais.
"Assim, "desinibidas", foi como algumas activistas da Organização dos Direitos das Mulheres (FEMEN) celebraram o 19.º aniversário da independência da Ucrânia, ontem em Kiev.
Com as frases "eu sou independente!" ou "Ucrânia sou eu", pintadas no corpo, as activistas queriam simbolizar a liberdade real do país, que viveu décadas sob a dominação soviética.
A atitude acabou sendo mal interpretada pela polícia que prendeu algumas activistas.
 Outros ucranianos preferiram assinalar a data mostrando o seu apoio à candidata da oposição, Yulia Tymoshenko, enquanto o Presidente pró-russo, Victor Ianukovitch, em discurso, defendeu a entrada da Ucrânia na UE."
(ver notícia original no sítio do DN-Globo clicando nesta ligação)
Quem são as FEMEN
As FEMEN são um movimento social composto na sua maior parte por mulheres, (integram-no alguns homens também) e que tem chamado já em ocasiões anteriores chamado a atenção internacional por as activistas se manifestarem em topless contra a prostituição e contra o turismo sexual.
Alguns dos objectivos deste movimento são desenvolver as capacidades intelectuais, morais e de liderança nas jovens ucranianas, e desenvolver a imagem da Ucrânia como um país onde existam oportunidades para as mulheres.
O movimento FEMEN foi fundado em 2008 por Hanna Hutsol (nascida em 1983) depois de ela ter ficado aturdida com as histórias de muitas mulheres ucranianas que têm sido atraídas para países estrangeiros com falsas promessas de trabalho, e que acabam por se tornarem vítimas do tráfico e escravatura sexual.
"Criei este movimento porque compreendí que havia falta de activistas femininas na nossa sociedade.
A Ucrânia é uma sociedade dominada pelos homens e na qual as mulheres têm um papel passivo".
Desde então a organização tem protagonizado bastantes manifestações "sexualmente apimentadas" em Kiev, junto dos gabinetes ministeriais e junto da embaixada turca em Kiev.
A senhora Hutsol, é veementemente contra a legalização da prostituição na Ucrânia e a FEMEN (que já integra perto de 15 mil jovens, sobretudo mulheres) propôs a introdução de leis na Ucrânia que criminalizem a indústria do sexo em Maio último.
A FEMEN justifica os seus métodos provocativos alegando "que este é o único meio de se ser ouvido neste país.
Esta forma de protesto é também uma forma de irónicamente alertar para muitas das incongruências de uma sociedade que continua a relegar os seus cidadãos do sexo feminino atribuindo-lhes um papel secundário.
"Se encenássemos os protestos tradicionais com bandeiras, os nossos protestos passariam despercebidos."
Partido Político
A organização tem a médio e longo prazo tornar-se um partido político e concorrer a alguns assentos na próxima jornada eleitoral para o parlamento ucraniano e também o de tornar-se um dos maiores movimentos feministas europeus.
Links Relacionados
Site oficial das FEMEN
FEMEN na wikipedia (em inglês)

Cavaco Silva promulga alterações à lei das uniões de facto

O Presidente da República portuguesa, Aníbal Cavaco e Silva promulgou no dia 17 de Agosto o diploma de lei que altera a lei das uniões de facto, embora tenha ressalvado que "o acto de promulgação de um diploma legal não significa necessariamente a adesão à totalidade das soluções consagradas."
O Diploma de lei ontem aprovado já tinha sido vetado pelo Presidente da República portuguesa em  Agosto de 2009, há precisamente um ano.
Segundo noticiado em dn.sapo.pt :
"Nesta legislatura, o Parlamento voltou à carga com um novo diploma que, segundo Cavaco Silva escreveu no site oficial da Presidência, já "contempla, no geral, as reservas levantadas pelo Presidente da República na sua mensagem de Agosto de 2009".
A nova lei permite, por exemplo, que em caso de morte do membro da união de facto proprietário da casa de morada de família, o elemento que sobrevive possa permanecer na casa por um prazo de cinco anos."
O mesmo artigo dá conta também da reaccção dos diversos grupos paralamentares:
Reacção de alguns dos grupos parlamentares
"O PS reagiu à promulgação através da "vice" da bancada Ana Catarina Mendes que, em declarações à agência Lusa, sustentou que as alterações à lei "vêm colmatar injustiças que se vinham prolongando ao longo dos anos".
Também o Bloco de Esquerda se congratulou com a promulgação considerando tratar-se de um "avanço muito importante".
deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, não deixa, no entanto, de se referir à acção do Presidente:
"Nós vimos, em primeiro lugar, que o PR envia uma mensagem à Assembleia da República, no fundo mostrando que promulga um pouco contrariado.
 Está-se a tornar um hábito em algum tipo de diplomas o Presidente promulgar mas mostrando as suas reservas".
Já o secretário geral do PSD, Miguel Relvas, classificou de normal e expectável que o Presidente tenha promulgado o diploma.
 O Presidente da República respeitou aquela que foi a decisão da Assembleia da República" e a sua promulgação não significa que "pessoalmente" se "identifique" com o diploma e "di-lo de uma forma muito clara", afirmou à Lusa Miguel Relvas. "
Vídeo da discussão parlamentar que resultou na aprovação das alteraçõs do diploma sobre as Uniões de facto
O que são uniões de facto?
O Seguinte artigo da wikipedia  apresenta de uma forma resumida uma ideia do que são as uniões de facto e dá também uma perspectiva da evolução da lei das uniões de facto:
"União de facto, em Portugal, é um instituto jurídico que regulamenta a convivência entre duas pessoas sem que a mesma seja oficializada de alguma forma (como, por exemplo, através do casamento civil).
A Lei n.º 135/99, de 28 de Agosto veio dar protecção legal a pessoas de sexo oposto que vivam em em comunhão de habitação, mesa e leito há mais de dois anos mas que não tenham um vínculo de Casamento.
Mesmo antes da Lei nº 135/99 já existiam situações em que era reconhecida a situação de união de facto embora sem essa identificação formal como era o caso, por exemplo, da transmissão dos contratos de arrendamento, a presunção de paternidade e regime de férias.
Algumas destas protecções estavam garantidas por diversas leis datando desde 1976.
No dia 15 de Março de 2001 a Assembleia da República Portuguesa votou um novo texto que estendia a protecção a casais do mesmo sexo (excepto adopção) além de enumerar as situações em que a união de facto era dissolvida e fazer outros pequenos ajustes no texto legal.
Esta Lei foi aprovada com os votos favoráveis do PCP, PEV, BE e PS (à excepção dos 3 deputados independentes humanistas-cristãos) e ainda com 4 votos favoráveis do PSD (grupo de deputados da JSD).
A lei de protecção nas uniões de facto foi publicada no Diário da República, I Série-A, n.º 109, de 11 de Maio, como Lei n.º 7/2001.
 A nova lei de Economia Comum foi publicada na mesma data: Lei n.º 6/2001.
Beneficiários
A lei aprovada regula a situação jurídica de duas pessoas, independentemente do sexo, que vivam em união de facto há mais de dois anos (este prazo não é contabilizado a partir da saída da lei mas sim a partir do início da UF).
Casais do mesmo sexo vs. casais de sexo oposto
O direito à adopção é consignado "às pessoas de sexo diferente que vivam em UF".
De resto a lei é aplicável que a casais constituídos por duas pessoas do mesmo sexo, quer por duas pessoas de sexo oposto.
Casamento civil vs. união de facto
Muitos dos direitos concedidos pelo casamento civil não são aplicáveis às uniões de facto: o direito de herdar o património comum, o direito de visita a hospitais e prisões.
Ao contrário do casamento que tem efeitos imediatos a união de facto só é aplicável após dois anos de vida em comum.
 Note-se que a união de facto, ao contrário do casamento, não tem de ser reconhecida oficialmente pelas duas pessoas para ter efeitos legais: as protecções na lei são aplicáveis por defeito a qualquer união a partir do momento que se cumpram dois anos de vida comum.
O regime fiscal de entrega conjunta de IRS é opcional para as pessoas em união de facto (podem, à sua escolha, entregar uma declaração conjunta ou duas separadas).
As pessoas casadas (que não estejam "separadas de facto") são obrigadas a entregar uma declaração conjunta.
A união de facto não tem obrigações automáticas do casamento civil como a obrigação de apoio, responsabilidade pelas dívidas contraídas, obrigação de fidelidade, etc.
Alguns destes direitos em particular já foram parcialmente obtidos caso a caso recorrendo aos tribunais.
Reconhecimento Familiar de União Entre Pessoas do Mesmo Sexo
Com a edição de 2001 da lei de União de Facto foi até certo ponto legalmente reconhecido e legitimado pelo Estado Português o carácter familiar das relações entre pessoas do mesmo sexo apoiado no conceito de Casa de morada de família utilizado no texto legal. Desde 1999 que existia uma lei de União de Facto apenas aplicável a pessoas de sexo oposto que foi ajustada nesta revisão.
Note-se que "carácter familiar" e "família" não são necessariamente a mesma coisa. O art.36 da Constituição reconhece a todos os indivíduos residentes em território Português o direito de casar e de constituir família.
A dissociação entre os direitos (casar e constituir família) levou diversos sectores doutrinais a sugerir que havia ali um reconhecimento constitucional de formas alternativas de família além do casamento.
O art.1576 do Código Civil Português estabelece como fontes de relações familiares o casamento, o parentesco, a afinidade e a adopção.
A adopção da Lei nº.7/2001 dividiu a doutrina no sentido de saber se a união de facto constituía uma nova fonte de relações familiares.
 Os sectores mais progressistas, encabeçados por Gomes Canotilho e Vital Moreira, concluíram pela afirmativa.
Os sectores mais conservadores, encabeçados por Rita Lobo Xavier, aconselharam mais precaução no sentido da classificação de uma relação como "família" afirmando que existem formas alternativas de vida que não integram necessariamente o conceito de família (como é o caso da "economia em comum" aplicável a pessoas que vivam apenas em comunhão de mesa e habitação ou no caso dos casamentos polígamos).
(Ver o Texto completo na wikipedia -União de facto)
Artigos Relacionados
Lei Nº 7/2001 de 11 de Maio (Adopta medidas de protecção das uniões de facto)
Nota: para se ter uma ideia das alterações poder-se-á nesta data provisóriamente consultar-se o site Portugal Gay que na sua secção júridica dá um esboço das alterações, uma vez que a lei ainda não foi publicada em Diário da Répública
ver link

Professora de música de Mirandela suspensa de funções por posar nua para a revista Playboy

Bruna Real, uma jovem professora de música, de 27 anos, a leccionar numa escola primária do Concelho de Mirandela,foi suspensa das suas funções lectivas, pelas autoridades escolares,daquele Concelho segundo noticiaram os média com amplo destaque, por ter pousado nua para a revista PlayBoy.
Segundo a edição do Jornal "Correio da Manhã" do dia 16 de Maio :
"Bruna Real, professora de música numa escola primária de Mirandela, pousou nua para a edição de Maio da revista ‘Playboy’.
 Ontem, foi suspensa de dar aulas e afastada do contacto com as crianças pela autarquia de Mirandela, que considerou haver alarme social.
A Câmara alega que as fotos da professora nua estavam a circular pelos telemóveis dos alunos e estavam a perturbar o bom funcionamento das aulas.
Ao CM, a professora de 27 anos apenas disse que é muito profissional e que nunca prejudicou o trabalho de docente por exercer a actividade de modelo. Aliás, já não é a primeira vez que Bruna faz valer publicamente o seu charme. Em 2006, a professora do ensino básico, participou no reality show da TV ‘Pedro, o milionário’, programa em que tentou seduzir um milionário para depois casar com ele.
'Estou muito perturbada com todo este mediatismo e prefiro não fazer comentários', disse ao CM a modelo, que aparece nua em oito páginas da ‘Playboy’.
Ao que o CM apurou, as primeiras queixas surgiram de professoras da escola primária de Torre de Dona Chama, onde Bruna lecciona expressão musical desde Setembro do ano passado.
Várias revistas e fotocópias das imagens da professora nua propagaram-se entre a comunidade escolar. O presidente do conselho executivo da escola fez chegar uma queixa à Câmara, que ontem a afastou das aulas.
O certo é que, na freguesia onde Bruna dava aulas, todos lamentam o afastamento da professora. 'Os alunos começaram a chamar-lhe professora Playboy. É verdade que foi muito comentado, mas ela dava aulas a crianças entre os sete e os dez anos, que não têm pensamentos perversos. Suspendê-la foi uma medida muito radical. Se o sonho dela é ser modelo acho que não faz mal a ninguém', explicou ao CM Rosa Santos, da Associação de Pais da escola de Torre de Dona Chama.
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse que será dado apoio jurídico à professora se ela o solicitar e for sindicalizada.
PORMENORES
BOOK FOTOGRÁFICO
Para além de ser professora do ensino básico, Bruna Real sempre quis ser modelo e já constituiu um book fotográfico, que apresenta para eventuais contratações. A jovem de 27 anos é descrita pelos amigos como liberal e determinada.
RECUSOU NOVA SESSÃO
Há cerca de uma semana, a jovem recusou uma nova sessão fotográfica para a ‘Playboy’, que queria fazer um tema sobre a Selecção.
Bruna Real recusou porque a pose estava marcada para uma segunda-feira, dia em que não quis faltar às aulas.
CASA À VENDA
A habitação em que a professora vive com os pais está à venda há vários meses.
Na freguesia, todos os vizinhos garantem que a família nunca passou por dificuldades económicas, mas desconhecem os motivos da venda.
DISCURSO DIRECTO
'ELA ESTÁ ABALADA COM A POLÉMICA QUE SE CRIOU', Fernanda Oliveira, Professora
'Ela é uma boa colega e muitos professores da nossa escola estão com ela. Ela está muito abalada com toda esta polémica que se criou e está muito triste por não voltar a dar aulas este ano.
A Bruna nunca pensou que o facto de fazer este tipo de fotos pudesse criar tanto alarido.
Até porque aquilo é arte e não uma qualquer produção pornográfica.
 Muitas vezes, parece que o nosso Portugal é um país atrasado.'
'É MUITO BOA PROFESSORA E ALUNOS GOSTAM DELA', Henrique Afonso, Professor
'Ela é muito boa professora e todos os alunos gostam muito dela.
Nunca ouvi comentários sobre as fotos que ela tirou para a revista na escola.
No trabalho, ela sempre manteve uma postura muito profissional e dedicada aos alunos.
Para além de dar aulas, acho que pode perfeitamente ser modelo. Penso que não é uma actividade incompatível.
Poucos eram os que sabiam que ela ia sair na revista.'
TRANSFERIDA PARA A SECRETARIA
'Todo este caso provocou um grande alarme social junto da comunidade escolar e tivemos de afastar a professora em causa para que o bom funcionamento da escola não fosse perturbado.
Vai prestar serviço de secretaria até o contrato terminar, no final do ano lectivo.
Caso se recandidate no próximo ano, não deverá ser novamente contratada, porque o comportamento tem um peso determinante na avaliação final'.
Esta é a justificação dada pela vereadora da Educação da Câmara de Mirandela, Maria Gentil, que decidiu ontem de manhã afastar provisoriamente Bruna Real do contacto com os alunos da Escola Primária de Torre de Dona Chama.
 A decisão acontece no âmbito do inquérito aberto pela autarquia.
A professora de 27 anos, contratada pela Câmara Municipal em Setembro do ano passado, no âmbito da Actividades Extra-Curriculares (leccionava expressão musical), deverá terminar o contrato na secretaria da Casa da Cultura do Município de Mirandela.
Bruna Real deu ontem a última aula na escola primária de Torre de Dona Chama, a cerca de 20 quilómetros de Mirandela, e chorou quando soube que estava suspensa de funções.
Na quarta-feira, o presidente do conselho executivo da escola tinha enviado um e-mail à Câmara, dando conta do que chamava ser um caso de alarme social, provocado pelas imagens da professora nua.
Ontem, muitos foram os colegas professores que enviaram mensagens de apoio à jovem para lhe mostrar solidariedade neste momento difícil.
'Ninguém pensava que isto podia ser motivo para um afastamento', disse ao CM Henrique Afonso, professor de educação física."
Outros meios de comunicação deramambém igualmente a mesma atenção ao caso.
O I Online notícía o caso sob a manchete "Coelhinha de Mirandela. "Playboy" fala em censura", por Nuno Aguiar, Publicado em 17 de Maio de 2010, tendo inclusive além de ter recolhido informações junto da revista , consultado um especialista jurídico:
"O caso agitou o fim-de-semana: Bruna Real, professora do ensino básico no concelho de Mirandela, foi afastada das suas funções pela autarquia depois de ter pousado nua para a revista "Playboy".
Ao i, o director da revista, João Araújo, diz que não lhe compete julgar as decisões da câmara, mas se a decisão teve por base apenas a sessão fotográfica, então estamos perante um caso de "censura".
"Não é à "Playboy" que compete julgar as decisões da Câmara de Mirandela, mas sim aos munícipes", considera João Araújo, acrescentando: "Se a decisão for baseada única e exclusivamente no facto de a Bruna ter posado para a "Playboy", parece-nos não só uma decisão injusta, mas também uma atitude de censura."
Bruna Real, de 27 anos, responsável pelas actividades extracurriculares na escola básica de Torre Dona Chama, foi afastada de funções lectivas depois de as oito páginas em que aparece na edição da Maio da "Playboy" terem começado a circular entre alunos e populares, tendo mesmo esgotado em alguns pontos de venda.
 A Câmara Municipal de Mirandela não gostou e já anunciou que o contrato de Bruna não será renovado no próximo ano.
A decisão provocou fortes reacções (o grupo de apoio à professora Bruna Real no Facebook já tem mais de 12 400 membros) e levantou a questão: deve a vida privada ter impacto na vida profissional?
João Araújo não tem dúvidas: "As pessoas devem ser julgadas pelo resultado do trabalho que efectuam e não pelas suas actividades de índole pessoal."
Opinião diferente tem Paulo Veiga e Moura, advogado especialista em direito administrativo.
"Quem trabalha para o Estado tem deveres acrescidos e o que faz na vida privada pode afectar a vida pública", explica.
"Ela pode ser a melhor professora do mundo, mas parece-me óbvio neste caso que ficou comprometida a dignidade da profissão, o prestígio e a imagem da instituição.
 As crianças não podem estar a comentar as partes íntimas da docente".
Contactada pelo i, Bruna recusou-se a fazer mais comentários além dos que já tinha feito durante o fim-de-semana.
 "O que fiz foi apenas tirar umas fotos e não vejo por que razão não posso voltar a dar aulas.
Não fiz mal a ninguém", afirmou ao "Correio da Manhã", que avança que Bruna recebeu 700 euros, perto do seu salário mensal como professora.
Apesar de Bruna Real já ter participado no reality show "Pedro o Milionário", era, até agora, uma desconhecida.
 A "Playboy" escolheu-a depois de Bruna ter enviado o portefólio, passando depois por um processo de recrutamento.
Além de receber portefólios e currículos, a "Playboy" tem profissionais responsáveis por fazerem observações ao vivo de modelos que poderão encarnar o espírito da revista.
 "É um espírito que perdura ainda hoje, muitas vezes citado pelo próprio Hugh Hefner - a 'girl next door'.
Ou seja, a vizinha do lado pode ser a mulher mais sexy do mundo", explica o director da revista.
A "Playboy" não fecha também a porta a uma nova colaboração com Bruna.
 Embora deva ter de aumentar o cachê.
 "A Bruna Real deixou de ser uma modelo desconhecida", afirma João Araújo.
"É natural que, com uma maior exposição, as solicitações que possam ser feitas sejam de outra natureza e/ou financeiramente mais atractivas
Parece-me evidente que a modelo sai valorizada."

As fotos da discórdia que foram públicadas na Revista Playboy e no jornal "Correio da Manhã"
É importante referir que casos como este já não são de facto novos tanto nos médias estrangeiros como nos portugueses inclusive.
Recorde-se que Carla Bruni , primeira dama da França foi modelo e apareceu nua em algumas publicações para adultos.
E ainda que se procure hastear sobre o caso, a velha bandeira da Ética profissional e os velhos estandartes da censura, é importante notar que continua a existir uma importante distinção entre aquilo que alguém fará na vida privada e o seu desempenho profissional e frisar que o alimento substancial para casos como este advém precisamente da importância que se lhes dá.
Os defensores da Ética profissional asseveram que a suspensão da professora poderá ter sido adequada, que a sra Bruna, sendo professora deveria ser um modelo para a educação dos alunos, e que pecou por expôr as suas partes intímas numa revista que tem a classificação de ser uma revista para adultos...
Isto numa altura em que os média de forma constante noticiam os frequentes casos de pedofilia cometidos por membros das diversas igrejas e personalidades e figuras públicas com maior poder interventivo até junto das populações, e que até, outrossim teriam um papel moralizante e de referência pedagógica proporcionando bons exemplos de participação cívica.
Também não devemos fazer vista grossa ao facto de no julgamento deste caso se notar a existência de dois pesos e duas medidas.
Parafraseando Cristo :"quem nunca pecou, que atire a primeira pedra" ( e mesmo assim em que é que terá pecado a professora Bruna Real?)
Em apoio à existência de dois pesos e duas medidas poder-se-ía por exemplo referir o caso da actriz Luciana Abreu também ela , se nos agarrarmos a este tipo de argumentos, uma referência junto às crianças, que pouco depois da segunda série de Floribela foi capa de revista da FHM, onde apareceu nua....o que numa sociedade que procuraria ser estritamente conservadora, poderia isso sim ser causa de um Enorme alarme social....
"Alarme social"....Bálha-me Deus!!!!
Não teremos nós, antes outras causas de muito maior importância com que nos preocuparmos na vida pública e social do nosso país, isto  quando as televisões mostram frequentemente cenas de sexo quase, ou mesmo explícito, e os anúncios comerciais apresentam a nudez, ou semi-nudez das modelos que se apresentam nos anúncios de forma banal...
Importa referir que há também uma enorme diferença entre aquilo que poderá ser considerado um nú artístico e aquilo que é obviamente pornográfico e importa de igual modo salientar que a sugestão de sexo pode ser talvez mais estimulante do que a própria exposição de um corpo desnudo o que traduzido noutras palavras implicaria menor importância para as fotos num contexto mais libidinoso.
O caso da Professora de Mirandela na Rede Social Facebook
Este caso que tem suscitado enorme controvérsia levou á criação de pelo menos dois grupos de apoio na rede social facebook. Eis os contactos:
GRUPO DE APOIO À PROFESSORA DE MIRANDELA QUE POSOU PARA A PLAYBOY
Neste grupo e poderá ser interessante ler-se num dos posts, alguém citou:
"Quando apontares um dedo, lembra-te de que há três dedos virados para ti."
(Provérbio inglês)
"A vida é fascinante. O que é preciso é vê-la com os óculos certos."
 (Alexandre Dumas)
"A missão não é julgar o que é justo ou injusto: é apenas ajudar".
 (Teresa de Calcutá)
Grupo de Apoio à Professora Bruna Real! (Playboy/Mirandela)
Página da Câmara Municipal de Mirandela no facebook e no Twitter
Este caso polémico também foi discutido no grupo DESIGUALDADE DE DIREITOS no facebook. 
e no Fórum de discussões daquele grupo