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Morte do rapper Mc Snake foi há um ano....

Foi há pouco mais de um ano que na madrugada de Segunda-feira dia 15 de Março Nuno Rodrigues, um jovem de 30 anos, morador em Chelas e conhecido no meio musical como MC Snake, foi abatido a tiro por um agente da P.S.P. durante uma perseguição movida por aquela força policial, na sequência de uma operação Stop na zona das Docas de Lisboa em Alcântra.
Perseguição que veio a terminar em Benfica, quando um dos agentes disparou contra o automóvel Lância Y10 branco em que seguia, tendo uma das balas entrado pela mala do carro e atingido mortalmente o "Rapper" MC Snake.
O jovem baleado aquando do trágico evento voltava sózinho da discoteca e ninguém além da polícia testemunhou os acontecimentos.
Segundo disse o irmão de Nuno Rodrigues, a polícia agiu em excesso de zelo, pois o automóvel da mãe Maria Manaças, em que Nuno seguia era um automóvel velho, e com bastantes problemas mecânicos.
O agente que o atingiu poderá ser acusado de homicídio por negligência.
Durante o dia 15 fontes do comando da P.S.P. excusaram-se a comentar o sucedido, mantendo-se em mudo silêncio.
Segundo aquilo que a polícia posteriormente alegou, o agente que baleou MC Snake tinha pouca práctica de tiro e segundo a peritagem feita à arma do agente esta possuía a patilha de segurança partida.
O agente que o baleou começou a ser julgado no dia 22 de fevereiro deste ano de 2011.
Ficam aqui dois vídeos de homenagem...a primeira canção é interpretada pelo próprio MCSnake:
O segundo vídeo que se segue é uma homenagem de todos aqueles que em vida privaram com Mc Snake.
Artigos Relacionados:
Na imprensa:
Agente acusado da morte de MC Snake começa a ser julgado
- Julgamento do polícia acusado da morte de MC Snake

Agressão e humilhação de um recluso no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira gera protestos na Assembleia da República e pedido de explicações

O Video que se segue divulgado pela versão online do jornal "O Público" dá conta de uma agressão e excesso de zelo do GISP na cadeia de Paços de Ferreira, à pessoa de um recluso, seguidas de humilhações.
O vídeo data de setembro de 2010.
Ao que consta, de acordo com a Direcção Geral dos Serviços Prisionais essa terá sido a primeira vez que aquela unidade fez uso de pistolas taser para dominar reclusos.
Segundo o "Ionline":
Carlos Gouveia, preso em regime de segurança, foi imobilizado na cela com uma taser depois de várias chamadas de atenção por comportamento impróprio.
Foi a primeira vez que uma arma eléctrica foi usada nas prisões portuguesas.
O caso, na cadeia de Paços de Ferreira, veio a público ontem com as imagens da operação divulgadas pelo "Público" e pelo "Diário de Notícias".
O uso de força nas prisões, em situações críticas, é permitido por lei, mas continua a gerar críticas.
O sociólogo António Pedro Dores, da Associação contra a Exclusão pelo Desenvolvimento, e o advogado Carlos Pinto de Abreu, antigo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, ouvidos pelo i, condenaram ontem a violência no meio prisional.
As bancadas parlamentares já pediram explicações ao Ministério da Justiça.
A Ordem dos Advogados anunciou que se vai pronunciar sobre o caso."
É dificil precisar ao lêr a notícia se de facto houve neste caso excesso de zelo muito embora as imagens sejam de excessiva violência e façam questionar a validade e a justificação deste meio de imobilização para dominar reclusos e detidos.
No entanto o emprego de meios coercivos por parte das autoridades ou agentes da ordem nem sempre terá a vêr com excesso de zelo ou má-fé por parte dos agentes mas porque poderá ser aquele mais adequado à circunstância.
Terá sido assim?
Segundo o Jornal digital:
"Paços de Ferreira - O Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP), da cadeia de Paços de Ferreira, especialista em controlar motins nas prisões, utilizou uma arma eléctrica contra um recluso não queria limpar a cela.
 Os restantes reclusos estavam já em greve de fome, como forma de protesto, por não suportarem conviver com a falta de higiene da vítima."
Os restantes reclusos estavam já em greve de fome, como forma de protesto, por não suportarem conviver com esta situação.
A vítima, presa há onze anos, estaria daquela forma em protesto por não o deixarem trabalhar.
Depois desta agressão, entrou em greve de fome."
Questionado pelo PÚBLICO, e em resposta escrita enviada ao PÚBLICO, a DGSP disse que a «17 de Setembro de 2010, por força de uma situação anormal que estava a acontecer, desde há semanas» no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, próximo do Porto, «foi determinada uma intervenção do GISP no local».
De acordo com a explicação, a intervenção «prendia-se com o facto de o recluso intencionalmente conspurcar totalmente com fezes a cela de habitação, corpo e roupa pessoal a ponto de os restantes reclusos alojados no sector estarem a iniciar greve de fome e outros protestos por não suportarem a situação que estava a pôr em causa a sua saúde e a dos funcionários».
Na mesma nota, a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais salienta que «a utilização de meios coercivos nos serviços prisionais está prevista no Código de Execução das Penas e dispõe de um regulamento próprio».
(ver notícia)
Outros casos?
Conforme notíciado pelo diário "Ionline"na publicação do dia 25 de fevereiro deste ano:
"...No entanto, António Pedro Dores, da Associação contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED), garante que a acção dos Grupos de Intervenção dos Serviços Prisionais (GISP) que recorrem àquelas armas não é caso único.
Em Outubro, exemplifica, já depois do incidente em Paços de Ferreira, na cadeia de Pinheiro da Cruz "foi utilizada uma arma semelhante, que atingiu um recluso na cabeça" .
O detido acabou por morrer e, segundo o sociólogo, "as pessoas que testemunharam a intervenção acreditam que a morte pode estar relacionada com o disparo da taser".
 O incidente - um motim - acabou ainda com três pessoas em coma e dezenas de feridos, "apesar de a DGSP sempre ter desmentido e garantido que não houve quaisquer feridos".
Ao i, a Direcção-Geral garantiu ontem que "todas as intervenções são objecto de relatório escrito" e que no relatório da intervenção, em Outubro do ano passado, no Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, "não consta nenhuma referência" à utilização de armas taser.
(ver aquela notícia)
A primeira utilização de armas Taser nas cadeias portuguesas ocorreu durante o sequestro de um capelão por dois reclusos numa das cadeias para os lados de Alcoentre em 2009.
O que são as pistolas Taser? São letais ou não?
O que é a Taser
"A Taser é fabricada pela empresa Taser International, e possui (o modelo a ser utilizado no Brasil, a Taser M26) um mecanismo de disparo similar ao das armas de ar comprimido.
 Assim que se pressiona o gatilho, a arma aciona um cartucho de gás nitrogênio, que se expande e gera pressão para que eletrodos sejam lançados na direção desejada.
O interior de uma pistola Taser
 Esses eletrodos estão ligados à arma por fios condutores isolados, e possuem ganchos que facilmente agarram nas roupas.
 Basta os eletrodos se prenderem para que a corrente elétrica seja transferida dos fios ao agressor.
Os impulsos elétricos transmitidos são da ordem de 50.000 volts, e afetam o sistema nervoso central do indivíduo, prontamente imobilizando-o, fazendo com que ele fique na posição fetal.
Ao atingir a vítima, os eletrodos disparam uma descarga de 5 segundos.
Após isso, caso o operador permaneça com o dedo no gatilho, uma descarga é liberada a cada 1,5 segundo.
O alcance máximo da arma, a depender do cartucho utilizado, é de aproximadamente 10,6 metros (comprimento do fio da M26), e após um disparo, os fios tem que ser recolhidos para que a arma seja novamente utilizada. Os 50.000 volts citados, são gerados por 8 pilhas AA de 1,2 volts, através de condensadores e transformadores que a arma possui.
O fabricante informa que todas as armas possuem uma memória digital que armazena a data e a hora dos 585 últimos disparos, além de expelir confetes identificadores com o número serial do cartucho no momento do disparo.
A Taser mata?
O termo “Arma não-letal” é um contrasenso.
Se tomarmos uma caneta como exemplo (que nem arma é considerada), estudando as possibilidades letais dela, veremos que os prejuízos possíveis utilizando-a como arma levam, sim, à morte — perfurações toráxicas, no pescoço, nos olhos, enfim.
 Assim, o ideal seria chamar essas armas de “menos letais”, como é o caso da Taser.
Os confetes expelidos com o nº de série do cartucho:
Segundo o site da Universidade do Porto, Portugal, só nos Estados Unidos, em torno de 330 pessoas morreram, desde 2001, pelos efeitos de armas Taser (número da Anistia Internacional).
 Lá o uso das Taser são autorizadas em vários estados até mesmo para a sociedade civil.
Outro modelo de arma Taser, este sem cabos
dispara um projectil eléctrico
 Enquanto entidades como a Anistia Internacional criticam o equipamento, as instituições policiais alegam que as mortes estão associadas ao uso de estupefacientes (cocaína, ecstasy, heroína, etc.) pelos atingidos.
Portugal e Canadá também já usam a Taser, sendo que este último registrou o mais notório caso de morte por causa da arma.
 O fato ocorreu quando o polonês Robert Dziekanski se exaltou no Aeroporto de Vancouver em outubro de 2007.
Os policiais canadenses utilizaram a arma, e o turista, de 40 anos, que não usava drogas, acabou falecendo.
(ver artigo completo em blog abordagem policial )
O vídeo que se segue dá a conhecer o caso de uma morte ocorrida no Canadá, envolvendo o uso das pistolas Taser e que chocou o Canadá:

Em relação ao incidente reportado neste vídeo amador, a Wikipédia dá conta de que:
"O Incidente
Robert Dziekanski era um polaco recém chegado ao Canadá e que não se comunicava em Inglês.
Ao descer do avião, Robert ficou retido no Serviço de Imigração e sem meios de comunicação com sua mãe, cidadã canadense, que o aguardava no aeroporto de Vancouver.
Robert Dziekanski, após mais de dez horas em uma sala onde fora colocado isolado e sem acesso a intérprete ou telefone, ficou agitado e gesticulando intensamente.
 A Policia Montada Canadense foi chamada e imediatamente descarregou sucessivamente a arma de eletrochoque (taser) contra o Sr. Dziekanski, que faleceu no local.
O Video do Incidente - Detalhes do incidente vieram à tona porque este foi filmado por um membro do público, Paul Pritchard.
 A Policia Canadense havia apresentado uma versão diferente dos fatos antes de tomar conhecimento da existência do vídeo feito por Paul e tentou confiscar o video mas Pritchard, percebendo a gravidade do caso, contratou um advogado e exigiu a devolução do mesmo.
Diante destes fatos revelados na filmagem e das discrepâncias com relação aos fatos relatados pela polícia, o Governo Canadense iniciou uma investigação através do nquérito Braidwood, presidido pelo Juiz Thomas R. Braidwood.
O Inquérito
O Inquérito Braidwood foi estabelecido pelo Governo da Província de British Columbia e dirigido pelo Juiz Thomas R. Braidwood, QC, Juiz do Tribunal de Justiça aposentado da Corte de Apelações de British Columbia e do Tribunal de Apelação e Justiça do Território do Yukon.
Visa "investigar e informar sobre o uso de armas de energia direcionada" e " investigar e informar sobre a morte do Sr. Dziekanski."
(in Wikipedia)
Casos como este dão muito que pensar quanto ao uso e emprego deste meio e quanto à preparação dos agentes e sobretudo quanto à validade do emprego deste método.

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Are they all yours?

MC Snake:rapper não bebeu nem passou pelo auto-stop- Correio da Manhã de 26-04-2010

MC Snake: Rapper não bebeu nem passou pelo auto-stop
Investigação diz que ‘MC Snake’, músico morto a tiro durante perseguição policial, inverteu marcha a cerca de 100 metros da operação da PSP.
O rapper ‘MC Snake’, Nuno Rodrigues, não bebeu nem consumiu droga na madrugada em que foi perseguido e morto a tiro por um agente da PSP, junto à Radial de Benfica, Lisboa, ao volante do Lancia Y10 da mãe.
A conclusão é do Instituto de Medicina Legal, na autópsia cujo relatório já foi entregue ao Departamento de Investigação e Acção Penal.
 E a investigação tem mais uma resposta sobre o incidente: ‘MC Snake’ não foi mandado parar na operação stop da PSP junto às Docas de Santo Amaro, porque nem sequer passou por ela.
Segundo testemunhos, o cantor de 30 anos, que jantara com o irmão e passara parte da madrugada de 15 de Março com amigos numa discoteca, terá sido visto pela PSP, a uma distância inferior a cem metros da operação stop, a inverter a marcha no viaduto à saída das Docas: é transgressão, mas o tracejado contínuo está apagado.
Voltou até à rotunda das Docas, entrando depois na avenida de Brasília, até Algés, com uma carrinha da Equipa de Intervenção Rápida sempre atrás.
 Levavam o pirilampo ligado, mas não o mandaram parar. Perderam-no e voltaram a cruzar-se já na Radial de Benfica.
 Aí, ‘MC Snake’ tentou fugir e morreu com um tiro nas costas.
Pormenores
DIAP e IGAI investigam
A investigação criminal é coordenada pelo DIAP de Lisboa e a Inspecção Geral da Administração Interna também apura responsabilidades no âmbito de processos disciplinares.
Diz que nunca disparou
O agente Moreira diz que nunca tinha disparado com uma pistola Walther 9 mm antes da perseguição ao músico de Chelas.
Documentos em ordem
‘MC Snake’ tinha carta de condução e os documentos do Y10 da mãe estavam todos em dia.
Morte de Nuno gerou Revolta dos bairros 
A morte de ‘MC Snake’, na madrugada de 15 de Março, despoletou desde logo uma onda de revolta no seio em alguns bairros de Lisboa e Margem Sul. Nuno Rodrigues, de 30 anos, era conhecido principalmente em Chelas, local onde vivia com a mãe.
Aos 18 anos cumpriu uma pena de prisão por tráfico de droga.
 Ultimamente trabalhava como músico com Sam the Kid e ia lançar um disco a solo já este ano. Deixou órfã uma menina de dois anos.
O medo de represálias contra os agentes fez com que a PSP reforçasse a esquadra local e toda a zona de Chelas com mais polícias, a maior parte dos quais à civil.
 As mensagens que passavam de telemóvel em telemóvel ilustravam bem as ameaças de tumultos. 'Se a polícia continuar a falar mal do ‘Snake’ vai sentir o peso dos bairros', disseram amigos da vítima.
Polícia foi transferido para o Porto e está operacional
O agente da PSP que matou a tiro o rapper Nuno Miguel Rodrigues, mais conhecido por ‘MC Snake’, já está ao serviço, mas pelo menos durante meio ano não regressa a Lisboa.
Foi transferido a título excepcional para uma esquadra do comando do Porto. Recorde-se que o agente M., de 27 anos, integrava uma Equipa de Intervenção Rápida (EIR) da 4ª divisão, no Calvário.
Esta transferência, passível de ser revogada por mais seis meses, teve como intuito a salvaguarda da segurança do polícia e ainda para garantir o apoio da família.
O agente M. está ainda a receber apoio psicológico.
De referir que o polícia sempre manteve a mesma arma – até quando esteve de baixa.
O relatório médico não incluiu a necessidade da retirada da pistola.
(Henrique Machado/ Magali Pinto)

Rapper não passou por operação stop. Mc snake não consumiu drogas ou álcool, revela a autópsia-Diário de Notícias de 26-04-2010

Rapper não passou por operação stop MC Snake não consumiu drogas ou álcool, revela autópsia
por DN.ptHoje- (26-04-2010)
"O relatório da autópsia a MC Snake indica que o rapper não consumiu álcool nem drogas na noite em que foi morto a tiro por um polícia, noticia o 'Correio da Manhã'.
A investigação ao caso também descobriu que Nuno Rodrigues, o nome legal do cantor, não chegou a passar pela operação stop da PSP.
As primeiras informações divulgadas pela imprensa indicavam que MC Snake, amigo de Sam The Kid, tinha passado pela operação stop, instalada junto às Docas de Santo Amaro, mas que não obedecera à ordem para parar e que, na perseguição que se seguiu, acabou sendo atingido pelas costas por um tiro da PSP.
Mas, segundo o 'Correio da Manhã', testemunhos indicaram aos investigadores do caso que o rapper foi avistado pela PSP a fazer uma inversão de marcha a cem metros da operação stop, numa zona em que esta manobra é proibida, apesar de o tracejado contínuo estar apagado.
Ainda de acordo com o mesmo jornal, um carro policial seguiu o Lancia Y10 de Nuno Rodrigues, mas perdeu-lhe o rasto, voltando a encontrá-lo já na Radial de Benfica, onde o rapper terá tentado fugir e foi atingido."

Foi a enterrar Mc Snake, o "rapper" abatido dia 15 de Março pela P.S.P. durante uma operação Stop

Quinta-feira 18 de março , pelas 11 horas, família, amigos,"admiradores", e também muitos cidadãos anónimos que se solidarizaram com o caso bem como com a família do malogradamente falecido rapper MC Snake, reúniram-se no cemitério do Alto de São João, para homenagear e despedir-se do jovem músico baleado pela Polícia de Segurança Pública, na passada segunda-feira, no decurso de uma operação Stop em que aquele, foi mandado parar.
A cerimónia fúnebre que estava prevista para as 11 horas começou de facto um pouco antes, com a comitiva sendo encimada por alguns amigos motards que acelararam em som sincronizado, tendo o carro fúnebre aguardado pelo menos cinco minutos imobilizado à. porta do cemitério.
A tranquilidade e a ordem foi mantida durante a cerimónia que foi assistida por imensos jovens, que aplaudiram demonstrando o seu mais profundo respeito por Nuno Rodrigues, MC Snake como era conhecido no Bairro de Chelas.
Ao funeral compareceram também para manifestar o seu profundo pesar pelo companheiro e amigo, alguns nomes conhecidos da cena Hip Hop portuguesa tais como General D, Boss MC, virgul e o próprio Sam The Kid, amigo de MC Snake que o incentivou desde sempre, e em particular quando aquele saiu de prisão a fazer rimas (rap).
A família de MC Snake continua a manter a integridade do jovem e a dúvidar que ele tivesse de facto fugido à polícia.
Segundo declarações do irmão, Jorge Rodrigues ao jornal online IOLTVI:
"só queria conhecer o polícia que deu o tiro para dizer que o meu irmão é da paz».
«Soube que o meu irmão não tinha álcool não tinha nada. Isso para nós é o mais importante. Vestindo-se como se vestia, andam a tentar rotulá-lo de tudo e mais alguma coisa.
Não estamos descansados com a injustiça que fizeram com o meu irmão», afirmou ainda antes do funeral, à porta da igreja de Santa Clara, em Chelas.
Jorge Rodrigues apelou à serenidade e chegou mesmo a dizer que a PSP era bem-vinda para garantir a segurança.
«Não vamos rotular todos os polícias pela atitude de um polícia, ou dos seis ou sete polícias que estavam dentro daquela carrinha. Já recebemos as condolências de alguns polícias a nível pessoal e não posso rotular todos da mesma forma, do mesmo modo que não quero que rotulem o meu irmão.
Não posso ser injusto e ver as coisas só de um lado».
Os familiares e amigos de MC Snake realizarão uma vígilia diante da esquadra de Benfica no próximo domingo dia 21 de Março pelas 16 horas.
Coincidentalmente ou não, domingo dia 21de Março de assinalam-se os 50 anos do Massacre de Sharpville, ocorrido na Africa do Sul em 1960 , dia que desde 1961 ficou designado pela O.N.U. como sendo o Dia Internacional da luta contra o racismo.

Segundo aquilo que os média, (os jornalistas sérios, os que procuram a veracidade dos factos, que põe as verdades opostas na balança e cujo mester  é de facto o de fazer a informação chegar aos seus receptores últimos de forma não deturpada), a música teve um papel importante, talvez transformador na vida de MC Snake que deixa neste mundo uma filhinha de dois anos de idade.
O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda já pediu esclarecimentos ao (MAI) Ministério da Admnistração Interna  sobre o assunto.
Segundo pode lêr-se no ´portal do bloco de esquerda:
"A deputada Helena Pinto do Bloco de Esquerda questionou, nesta terça-feira, o ministério da Administração Interna (MAI):
"Como explica o MAI que continuem a registar-se intervenções por parte das forças policiais, que resultam em mortes, sem a devida observância da proporcionalidade no uso da força?".
A deputada bloquista perguntou também ao MAI que medidas pretende implementar "para que não se venham a repetir este tipo de comportamentos" e se o governo pode "testar a qualidade da formação das forças policiais com armas de fogo, a adequação das armas utilizadas nestas operações, ou mesmo a conformidade da própria metodologia utilizada para responder a este tipo de criminalidade".
 Os pormenores exactos e as circunstâncias em que aquela morte ocorreu, são alvo de muita controvérsia uma vez que os eventos daquela madrugada não tiveram quaisquer outras testemunhas que senão os próprios agentes da P.S.P.intervenientes na perseguição que se seguiu e que culminou naquele desfecho trágico.
O caso em sí têm suscitado acesa polémica de entre a opinião pública portuguesa; controvérsia que é bastante notória por exemplo nos comentários enviados pelos leitores, em relação a este caso, quando visitamos as versões digitais de alguns dos principais diários da imprensa escrita, bem como alguns jornais digitais.
As opniões dividem-se, parecendo contudo, haver uma maior unanimidade de opniões favoráveis à actuação dos agentes policiais responsabilizando o jovem Nuno Rodrigues, e justificando a acção da Polícia de Segurança Pública como necessária.
 "A lei é para se cumprir ", "as regras são para todos e são para serem respeitadas, a isso se chama viver em sociedade." advogam e soçobram alguns.
Nada mais certo.
É curioso que ao abrirmos um pequeno livro, que atende por Constituição da República Portuguesa (muito curiosamente tratam-se do conjunto de leis básicas que regem o estado de direito e o país em que vivemos que se chama  Portugal, daí a essa Constituição se chamar portuguesa, por razões óbvias) se poderá ler , no seu Tema II-Direitos, liberdades e garantias pessoais:
"Capitúlo I-Direitos, liberdades e garantias pessoais
ARTIGO 24º-(Direito à vida)
1. A vida humana é inviolável
2. Em caso algum haverá pena de morte"
Já o Título V da Constituição da República Portuguesa, que se refere aos orgãos de soberania, alude à função juridiscional dos tribunais identificando-os nos seguintes termos:
"Os tribunais são os orgãos de soberania com competência para admnistrar a justiça em nome do povo".
Portanto sendo as leis para se cumprir e as regras para se respeitarem, não existindo pena de morte em Portugal, estando a utilização da arma de serviço por parte dos agentes afectos ao serviço policial que possui um código deontológico (ver barra lateral) condicionado a situações extremas e a aplicação da justiça remetida para os tribunais) as regras não foram então respeitadas.
De acordo com um artigo do jornal o Público existe uma lei interna da PSP, de 2005, proíbe a utilização de armas de fogo em situações como a que morreu o rapper.
Segundo o jornal de Público, uma lei interna de 2005, baseada no Decreto-Lei 4/75 de 1979, proíbe a utilização de armas de fogo em situações como a da perseguição policial, em que morreu o rapper Nuno Rodrigues (MC Snake).
O crime de desobediência não é púnivel com pena de morte (inexistente no Código penal).
E recorde-se que um dos pressupostos para a abolição da pena de morte em Portugal foi, em 1867 (Portugal foi o pioneiro da abolição) o de que se tratava de facto de uma pena desumana e cruel.
Confrontos durante uma rusga no Porto no bairro da Sé feriram um homem num pé...
No entanto pese os acontecimentos ocorridos em Lisboa, os jornais relataram que durante confrontos com a polícia durante uma operação de combate à droga, na qual houve confrontos entre os moradores e a polícia um homem foi atingido a tiro por um agente da P.S.P. no pé depois de o homem ter desafiado o agente a dispara sobre ele.
O homem foi internado no Hospital de S.João no Porto e ficará detido por desobediência ( medida que neste caso tendo havido desrespeito poderá ser adequada, o que não isenta ainda assim o comportamento inadequado,arbitrário e desajustado do agente daquela corporação, que deveria ser judicialmente punido e criminalizado.)
O sucedido neste caso levanta a questão da idoneidade do agente em causa para o desempenho da sua profissão e poderá inclusive acerca da formação práctica dos agentes da Polícia de Segurança Pública na área de gestão de conflitos; conflitos para os quais os agentes policiais deverão ter de saber lidar e reagir de forma adequada e de forma não ultrapassada pelos acontecimentos .
Links Relacionados:
-Agente da P.S.P abate Rapper MC Snake "durante" operação Stop
Notícias posteriores ao funeral de Mcsnake:
-Rapper McSnake não passou por operação Stop e nem consumiu drogas ou alcool, revela a autópsia-DN 26-04 de 2010
-Mcsnake: Rapper não bebeu nem passou por operação stop-correio da Manhã de 26 de Abril de 2010

Agente da P.S.P. abate "rapper" durante operação Stop

Na madrugada de Segunda-feira dia 15 deMarço Nuno Rodrigues, um jovem de 30 anos, morador em Chelas e conhecido no meio musical como MC Snake, foi abatido a tiro por um agente da P.S.P. durante uma perseguição movida por aquela força policial, na sequência de uma operação Stop na zona das Docas de Lisboa em Alcântra.
Perseguição que veio a terminar em Benfica, quando um dos agentes disparou contra o automóvel Lância Y10 branco em que seguia, tendo uma das balas entrado pela mala do carro e atingido mortalmente o "Rapper" MC Snake.
O jovem baleado aquando do trágico evento voltava sózinho da discoteca e ninguém além da polícia testemunhou os acontecimentos.
Segundo disse o irmão de Nuno Rodrigues, a polícia agiu em excesso de zelo, pois o automóvel  da mãe Maria Manaças, em que Nuno seguia era um automóvel velho, e com bastantes problemas mecânicos.
O agente que o atingiu poderá ser acusado de homicídio por negligência.
Durante o dia 15 fontes do comando da P.S.P. excusaram-se a comentar o sucedido, mantendo-se em mudo silêncio.
Segundo aquilo que a polícia posteriormente alegou, o agente que baleou MC Snake tinha pouca práctica de tiro e segundo a peritagem feita à arma do agente esta possuía a patilha de segurança partida.
De qualquer dos modos pesem todas as explicações por parte das autoridades haverá sempre algumas questões que ficarão sempre no ar e relativamente ao procedimento adoptado pelo agente e pela própria instituição policial.
Se a arma em causa não possuía condições técnicas de segurança de serviço porque é que esta não terá sido reparada (afinal a Polícia de Segurança Pública possui uma secção de armas e terá mais que possivelmente armeiros ao seu serviço). De qualquer maneira uma arma defeituosa acarretará sempre um perigo de disparo acidental para o próprio agente, no caso de uma pistola de 9mm com a patilha de segurança partida ou inexistente.No caso de uma arma de serviço se encontrar danificada ou com uma outra avaria mecãnica haverá sempre o risco de aquela poder encravar, o que segundo se sabe já aconteceu anteriormente, tendo ocasioando, numa situação em que justificava de facto o uso de fogo real, a morte de um oficial de polícia.)
Naquela situação ao que parece não havia pressupostos que seguramente justificasse a utilização de poder de fogo, pois não havia uma certeza plausível de que o jovem baleado estivesse armado.
O ocorrido naquela madrugada de segunda-feira, a suposta não obediência a uma ordem de paragem por parte das autoridades políciais não é nem poderá de algum modo ser punida com a pena de morte, inexistente nos cânones penais civís portugueses desde meados do século XIX e dos códigos penais militares desde 1975.
Mas nínguém em Chelas acredita na versão da polícia de que Nuno Rodrigues terá fugido,sendo muito grande a revolta no bairro, entre familiares, amigos e vizinhos.
A esquadra de Chelas foi colocada sob excepcionais medidas de segurança
MC Snake era amigo pessoal de Sam "The kid" tendo já actuado juntos algumas vezes.
O falecido cantor, o mais novo de quatro irmãos que deixa uma filhinha de dois anos de idade tinha antecedentes penais, tendo cumprido no passado quatro anos na cadeia do Linhó de onde saíu aos 22 anos.
De acordo com aqueles que o conheceram MC Snake tinha aprendido muito naqueles quatro anos em que esteve no Linhó e era uma pessoa pacífica e sociável, amiga de ajudar aos outros, uma pessoa pacificadora e que aconselhava os mais novos.
Ao lado na foto como saíu no jornal Blitz.
Tinha-se tornado uma pessoa melhor (o objectivo primário de qualquer instituição prisional é precisamente-pelo menos a nível teórico- mais do que punir, o de reeducar e o de posteriormente cumprida a sentença ou a fracção correspondente, reintegrar os individuos).
Segundo aquilo que o seu amigo e companheiro musical Sam "The Kid" relatou à  relatou à imprensa e ao jornal "O Público":
"Quando esteve preso, passou por várias fases. A fase de revolta, a vontade de se redimir. Participou na música [desse álbum] chamada "PSP", que, ironicamente, foi quem acabou por matá-lo". "Quando saiu, incentivei-o a escrever, queria que participasse noutro tema. As primeiras rimas dele foram escritas para o Negociantes", conta o rapper.
"[No início] disse-lhe que trouxesse o trabalho e depois eu ajudava-o com as rimas.
Para ele era muito importante. Escrevia sobre as oportunidades que a vida oferece", continua o músico com quem Snake actuava ao vivo desde 2006.
"A cada concerto ganhava mais à-vontade. Tentava sempre dar o seu melhor, era muito positivo."
"Pela cor da pele, as tranças nos cabelos compridos e a roupa que vestia, era como um símbolo de todos nós", continua o irmão Jorge. Era diferente e, por isso, muitas vezes mandado parar pela polícia, acrescenta.
 A última dessas vezes foi na passada quinta-feira, de dia, no bairro onde morava. Se não tivesse os documentos em ordem, talvez não tivesse morrido.
Jorge, o irmão de Nuno, aconselhara-o a mudar de roupa para não atrair desconfianças infundadas, recorda:
"Na sociedade em que vivemos, não irás a lado nenhum vestido assim", dizia-lhe. "Sou um artista, sou como sou. Para gostarem de mim, têm de gostar de mim como sou", respondia-lhe Nuno.
Nem os anos na prisão nem nada "justifica um tiro", diz a irmã Nuria.
 "Só queremos justiça, alguém que seja responsabilizado. Sabemos que isso não nos traz de volta o nosso irmão, mas talvez sirva de exemplo."
A reacção do público em geral a julgar pelas críticas postadas nas versões digitais dos principais jornais é de que a polícia agiu firmemente, de que era preciso travar a criminalidade, e de que no fundo naquele dia se apanhou "um dos tais".
Geralmente "os tais" na sua maioria vivem em bairros sociais, em situação de grande carência económica, e vivem em situações de exclusão social.
Geralmente os "tais" costumam ser mais escuros e são estéreotipicizados e marginalizados no acesso ao emprego...e geralmente, todos os dias de manhã, quando se circula nas artérias adjacentes aos chamados "bairros problemáticos", encontramos as paragens afectas aos transportes públicos, cheias de gentes que se apinham alí para apanharem os transportes que os levam aos seus empregos.
Não se julgará por acaso que uma tão grande massa de gente aflua aos centros urbanos com o intuito de roubar...ou de   praticar uma qualquer outra "malfeitoria". 
Há quem se questione, por vezes,sobre  o facto de nos casos em que efectivamente se justifique a utilização de armas de fogo como meio dissuasivo, os agentes serem coibidos do uso das armas de serviço em situações em que há perigo para a sua integridade pessoal e física.
Mas neste caso não havia qualquer perigo estimado.
A pena segundo o código penal Português para quem comete o crime de desobediência ou nos termos do artigo 348 do código penal :"Quem faltar à obediência devida a ordem ou mandado legítimos, regularmente comunicados e emanados de autoridade ou funcionário competente, é punido compena de prisão até um ano ou com multa de 120 dias,(...) ou a pena de prisão até 2 anos ou multa de 240 dias nos casos em que uma disposição legal cominar a punição da desobediência qualificada."
Nada justifica a perda irreparável da vida de alguém.
Vivemos em tempos de grande insegurança, numa altura em que são exponenciais os aumentos da criminalidade patrimonial com recurso à violência.
Urgiria que se aplicassem medidas de prisão mais efectiva e que houvesse uma menor flexibilidade por parte dos juízes na aplicação das medidas coercivas de limitação da liberdade em relação à criminalidade manifestamente violenta e com recurso a armas de fogo e urgiria também dotar as forças de segurança dos meios técnicos,logísticos e legais para o exercício da sua profissão com o respeito que a todos nos merece uma instituição que todos sublímamos e julgamos necessária ao bom funcionamento de um estado .
Tenhamos presente que a existência de lei será talvez a nossa fiança maior, pois é pela existência de instituições judiciárias que esperando uma mediação justa e equatitativa nos abstemos e refreamos da procura de justiça por meios próprios ou "grosso modo" de fazer justiça pelas nossas próprias mãos.
E finalmente urgiriam também políticas de integração e de conscialização e sensibilização que pudessem combater a exclusão social.
40 cidadãos mortos pelas forças de segurança desde 2000
 De acordo com a notícia veiculada pelo jornal o Público de hoje dia 17 de Março estimam-se que cerca de 40 cidadãos morreram baleados pelas forças afectas ao serviço policial na última década.
"Entre 2000 e 2009, a Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) registou a morte de 39 cidadãos em operações policiais.
A maioria dos casos (21) foi da responsabilidade de agentes da PSP, um corpo que integra 20 mil polícias responsáveis pela segurança nas zonas urbanas, onde se concentra a criminalidade mais complexa.
A GNR, uma força militarizada com 25 mil agentes, que intervém nas zonas rurais, contabiliza 18 mortes no mesmo período.
 Contudo, sente-se uma tendência inversa nas duas forças. Isso mesmo mostram os números dos últimos cinco anos. Se a PSP registou desde 2005 apenas oito dos 21 casos fatais, já a GNR contabilizou 13 dos 18. "(in "O Público").
O mesmo artigo do Jornal o Público  que passo a trancrever agora na integra prossegue:
O pior ano desde o início da década foi 2003, que apresenta seis casos de cidadãos mortos em acções das polícias, três da PSP e três da GNR.
Estes casos dão normalmente origem à abertura de um processo por parte da IGAI, que verifica se o uso da força foi adequado. Como muitos destes processos se prolongam ao longo de anos é difícil acompanhá-los. Quanto aos cinco processos abertos no ano passado (na sequência de cinco mortes), a IGAI informa que três já foram arquivados, estando dois pendentes.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia
(ASPP/PSP), reforça a necessidade de formação dos agentes.
"Os polícias têm que tomar decisões em segundos e só conseguirão fazê-lo bem, se, além de terem o perfil adequado à profissão, apreenderem bem a formação base e continuarem a ter formação ao longo da vida", insiste o sindicalista.
 "Um ano lectivo é pouco para aprender tudo o que é necessário.
Um polícia não pode aprender com os erros, porque esses erros muitas vezes são fatais", sublinha.
Os muitos casos de mortes que se têm repetido nos últimos anos levaram o Bloco de Esquerda a questionar ontem o Ministério da Administração Interna sobre as intervenções policiais "sem a devida observância da proporcionalidade no uso da força".
A deputada Helena Pinto quer saber quais as medidas previstas a "implementar junto das forças de segurança para que não se venha a repetir comportamentos" como o que vitimou Nuno Rodrigues.
PSP absolvido
Em 3 de Outubro de 2006, uma brigada da GNR que fazia uma fiscalização na Maia vê alguns indivíduos sem cinto de segurança, num Peugeot 106.
Manda o condutor encostar, mas ele foge.
Começa a perseguição, que dura mais de 10 km até que um GNR de Matosinhos saca da metralhadora e dispara.
No fim, Vítor Cruz, 21 anos, que ia no banco traseiro, estava morto e Bruno Costa ferido.
O militar é acusado de um crime de homicídio consumado e outro tentado, mas acaba absolvido.
 O Ministério Público recorreu."